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Siqueira: “a Aepet é contra leilões de áreas e mais ainda no pré-sal”
O
presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando
Siqueira, afirmou que a entidade “é contra os leilões de modo geral e mais
ainda no pré-sal, onde não tem risco e apresenta um alto retorno. Então, não
faz o menor sentido fazer leilão no pré-sal”.
“A atual lei foi estabelecida para atrair
capital estrangeiro, correndo risco. Como no pré-sal não há risco, a Lei
9.478 não se aplica, muito menos o leilão”, disse Fernando Siqueira, em sua
exposição no seminário “Pré-sal: o Brasil no caminho certo”, promovido pelo
Governo do Paraná, no auditório do Canal da Música, em Curitiba.
“Antes do pré-sal, nós já tínhamos
autossuficiência para dez anos. Com as descobertas já testadas no pré-sal
(Tupi, Iara e Parque das Baleias) a autossuficiência supera 30 anos.
Portanto, não tem sentido haver pressa na exploração o que dá mais motivo
ainda para não haver leilão”, continuou o presidente da Aepet.
Siqueira rejeitou ainda os argumentos dos
lobistas das multinacionais quando dizem que a Petrobrás não tem tecnologia.
“Tanto a perfuração quanto os equipamentos para a completação do poço no
fundo do mar e a linha flexível que leva o petróleo do fundo do mar até o
navio de processo são atividades de empresas especializadas. As empresas de
perfuração alugam as sondas para a Petrobrás e às demais empresas. Então,
não tem gargalo tecnológico. As multinacionais do petróleo não têm essa
tecnologia”, analisou. “O diferencial está do lado da Petrobrás, pois ela
foi pioneira em águas profundas e desenvolveu com essas empresas
especializadas a tecnologia de perfuração, completação submarina e linha
flexível. Trazer multinacional serviria apenas para intermediação de aluguel
de equipamentos”, completou.
“Quanto aos recursos financeiros, o analista
internacional Goldman Sachs considerou a Petrobrás e a Vale entre as dez
empresas mais viáveis do planeta. Considerou ainda a Petrobrás como a mais
viável entre as petroleiras por ter o pré-sal. Ou seja, quem tem petróleo
tem recursos financeiros abundantes e a juros baixos”, completou.
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