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Cabral demite porta-voz da PM
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral,
exonerou na sexta-feira o porta-voz da Polícia Militar, major Oderlei Santos,
por tentar acobertar a péssima conduta de dois policiais militares que se
omitiram em dar socorro ao coordenador do grupo AfroReggae, Evandro João da
Silva, assassinado no dia 18, quando passava pela Rua do Carmo, no Centro do
Rio, após sofrer um assalto.
No assalto, dois homens renderam Evandro e o
balearam quando se negou a entregar os seus pertences. Pelas imagens feitas por
quatro câmeras de segurança da região, logo após o assalto, os dois policiais -
o capitão Dênis Bizarro e o cabo Marcos Salles - chegaram a parar os criminosos
e pegaram os pertences de Evandro que estava com eles, mas em seguida deixam os
bandidos fugirem, sem dar ajuda ao coordenador. Um dos policiais alegou que não
prestou ajuda por achar que se tratava de “um mendigo”.
Segundo esclarecimentos de Anderson Elias dos
Santos, amigo de Evandro, o coração do coordenador do AfroReggae ainda batia
quando o encontrou caído no chão. Em entrevista coletiva realizada na tarde da
sexta-feira, Anderson contou que chegou 50 minutos depois do assalto.
O governador do Rio chamou o ex-porta-voz de
“advogado do diabo” já que o major deu entrevista à imprensa afirmando que os
PMs não poderiam ser chamados de criminosos e que a PM estava investigando o
delito deles apenas como “desvio de conduta”. Por sua vez, o comandante-geral da
Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, disse que tomou como uma ofensa a
declaração do coordenador-executivo do AfroReggae, José Júnior, que considerou o
cabo e o capitão como “marginais criminosos fardados”, ao final de uma
entrevista coletiva. O governador do Rio apoiou o integrante do AfroReggae e
replicou dizendo que os policiais são “bandidos ao quadrado”.
A PM prendeu um dos suspeitos de assassinar o
coordenador do AfroReggae na noite de segunda-feira, identificado como Rui
Mário, “Romarinho”.
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