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Governo de MG demite 592 agentes penitenciários que fizeram greve
O
Governo de Minas Gerais determinou a demissão de 592 agentes penitenciários
envolvidos na greve que foi deflagrada no dia 17.
O
Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Minas Gerais (Sindasp-MG)
realizaram a paralisação reivindicando a elevação do salário para R$ 1.800,
mesmo valor recebido pelas policia civil e militar. O salário aproximado do
agente atualmente é R$ 1.550. Os profissionais também exigiam cumprir carga
horária de 40 horas semanais.
O
diário oficial do Estado publicou a portaria, no dia 20, rescindindo o
contrato de 336 agentes penitenciários que trabalhavam em regime de
contratação administrativa, e também o afastamento preliminar, para apuração
disciplinar, de 256 agentes penitenciários concursados – incluindo três
diretores sindicais.
“Os
servidores tiveram os contratos rescindidos antes mesmo de o governo abrir a
negociação”, denunciou Adeílton Souza Rocha, diretor do Sindicato dos
Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG)
e do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de Minas
Gerais (Sindasp-MG).
De
acordo com Adeílton, “com essa atitude o governo enfraquece a segurança
penitenciária do Estado, pois esses agentes que estão sendo descartados, já
possuem um treinamento, já conhecem o sistema. Agora o estado precisará de
tempo para treinar novos servidores, e com isso, deixa as penitenciárias
desfalcadas e em perigo”. |