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Câmara protocola projeto que cria horário sindical nas TVs e rádios
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Câmara Federal protocolou na quarta-feira passada o Projeto de Lei (PL
6257/09) que assegura o horário sindical, espaço gratuito para as centrais
no rádio e na televisão. Conforme seu autor, deputado Vicente Paulo da
Silva, “o objetivo do projeto é estender o ‘direito de antena’, hoje
previsto na Constituição Federal aos partidos políticos, também às centrais
sindicais, assegurando espaço na mídia convencional e, sobretudo, no rádio e
na TV”.
O PL
prevê que os programas produzidos pelas centrais deverão abordar temas de
interesse de seus representados, informar sobre a atuação da associação
sindical e divulgar a posição da entidade em relação a temas
político-comunitários. O tempo destinado às inserções, a exemplo do horário
destinado aos partidos políticos, será concedido a cada central
proporcionalmente ao número de sindicalizados nos sindicatos a ela filiados,
conforme índices do Ministério do Trabalho, estabelecidos por lei.
Em sua
justificativa, Vicentinho destaca que “a liberdade de expressão é um dos
direitos mais importantes para a defesa da democracia. O livre fluxo de
idéias é condição necessária para que o cidadão efetivamente possa se fazer
ouvir, para que ele possa expressar seus ideais e interferir positivamente
em seu ambiente político. Para que essa liberdade se consolide, é necessário
estabelecer mecanismos que evitem qualquer tipo de coerção, qualquer tipo de
violência que iniba a livre circulação de informação ou que cale o cidadão”.
Em nossa Constituição, acrescenta o deputado, o maior exemplo dessa
abordagem está no artigo 220, “segundo o qual a manifestação do pensamento,
a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou
veículo não sofrerão qualquer restrição, e que nenhuma lei conterá
dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação
jornalística”.
“Enquanto os meios de comunicação no Brasil não forem democratizados, não
haverá democracia em nosso país”, destacou Rosane Bertotti, secretária
nacional de Comunicação da CUT, central de quem partiu a ideia. Segundo
Rosane, “o sistema de comunicação brasileiro necessita de mudanças
substanciais, como a elaboração e implementação de um novo marco regulatório
- que para ser verdadeiramente democrático, deve ser construído em conjunto
com a sociedade civil. São propostas que as centrais sindicais e importantes
entidades do movimento social levarão à Conferência Nacional de Comunicação
que acontece em dezembro deste ano. O horário sindical é uma dessas
propostas e o PL 6257/09 chega para fortalecer nossa luta”, enfatizou. |