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Bagdá:
explosões ao lado da Zona
Verde destroem sedes de ministérios
Dois
carros-bomba com explosões sincronizadas provocaram a destruição dos prédios
dos ministérios da Justiça e das Municipalidades, além da sede da prefeitura
de Bagdá
Os
prédios que sediam os ministérios-fantoches da “Justiça”, Municipalidades e
o prédio da prefeitura de Bagdá foram destruídos por duas explosões
sincronizadas (com diferença de alguns minutos entre as duas e a cerca de
400 metros uma da outra) na manhã do domingo, 25, na capital do Iraque.
Esses prédios ficam perto da Zona Verde - o QG da ocupação - e a destruição
foi desencadeada, segundo testemunhas, por um caminhão e uma van repletos de
explosivos, que estavam estacionados na Rua Haifa, nas proximidades.
QG DA OCUPAÇÃO
É na Zona Verde que ficam a embaixada dos EUA, a sede do governo
colaboracionista e do parlamento. Apesar de fortificada, e cercada de
bloqueios, a Zona Verde, e inclusive a própria embaixada dos ocupantes, já
foi alvo de ataques por mísseis. As ruas vizinhas também são vigiadas por
diversos postos policiais-militares. As agências de notícias informam que os
carros com explosivos lograram ultrapassar diversos postos de vigilância. A
ação não foi assumida, até o fechamento desta edição, por nenhuma das
organizações que compõem a Frente de Resistência do Iraque.
A informação é de que 155 pessoas morreram, a maioria funcionários que
trabalhavam nos prédios atingidos. No mês de agosto, em ação semelhante, os
prédios atingidos foram o das Finanças e o das Relações Exteriores. Como de
costume, atribuiram a “estrangeiros” da Al Qaeda e “remanescentes do regime”
sua incapacidade de manter intactos os fantoches e seus locais de
colaboracionismo. A região onde ocorreu a explosão foi cercada por policiais
e além da coluna de fumaça que subia dos prédios, moradores e jornalistas
puderam ver o movimento de ambulâncias nas ruas vizinhas aos prédios.
Enquanto houver ocupação, os invasores e seus lacaios serão alvos e serão
atingidos, mesmo com 120 mil invasores norte-americanos e outro tanto de
mercenários. Não haverá paz enquanto houver assalto ao petróleo iraquianoo,
que a revolução comandada por Sadam nacionalizou e colocou a serviço do
desenvolvimento do país e do bem estar de todo o seu povo. O
primeiro-fantoche reclamou que a ação atrapalha as “eleições” marcadas para
o início do ano que vem, em que os marines farão, de novo, boca de urna.
O presidente dos EUA, Barack Obama, ao invés de se manter fiel a suas
próprias conclusões de que a tropas norte-americanas não têm nada a fazer ao
ocupar território de outro país soberano, fez coro com os monopólios de
mídia e deitou falação colocando a responsabilidade sobre os ataques “nos
que querem o caos”. E, ao invés da conclusão lógica de acelerar a prometida
retirada de tropas, ele defendeu que tais eleições sob ocupação vão
proporcionar “dignidade e justiça no Iraque”.
Aliás é no ministério da “Justiça” que é programada a perseguição aos
patriotas iraquianos; é lá que se dá respaldo a sua prisão, tortura e
execuções.
Nas últimas semanas, a Resistência tem estado muito ativa, apesar do
silêncio da mídia invasora. Em Faluja, emboscada no dia 24 matou quatro
soldados norte-americanos e feriu mais 10. Base das tropas especiais
(comando Delta) foi atingida em Kut, no sul. Em ações em Kirkuk e Mossul,
vários policiais e soldados colaboracionistas foram abatidos. Na capital,
uma base foi atingida ao norte da cidade, e na região oeste foi destruido um
caminhão-tanque a serviço do Pentágono.
INVASOR
Ao referir-se aos ataques aos ministérios em Bagdá, Sami Ramadani, da
organização de intelectuais iraquianos residents na Inglaterra, denominada
Democratas Iraquianos Contra a Ocupação, destacou: “tente dizer aos
iraquianos que não fazem parte dos círculos da ocupação que a situação
melhorou desde a ocupação e eles lhes lembrarão não apenas os incon-táveis
mortos e feridos mas também os mais de um milhão de órfãos, 2 milhões de
refugiados internos, a maioria viúvas, os 2 milhões que fugiram do país, a
maioria vivendo em pardieiros”.
“Vão vos falar do esgoto cobrindo as ruas de muitas cidades e vilarejos, da
falta de água potável, combustível ou eletricidade e da saúde e educação em
contínua deterioração. Lhes dirão dos mais de 50% de desempregados e no
rápido crescimento da prostituição e do número de viciados em drogas”,
acrescentou Sami.
“Descreverão os horríveis métodos de tortura infligidos sobre dezenas de
milhares de prisioneiros e não esquecerão de reverenciar o patriota, agora
reconhecido mundialmente Muntadhar Al Zaidi que atirou seus sapatos sobre
Bush e foi torturado a mando do primeiro-ministro Maliki; que junto com
outros governantes corruptos chegaram ao Iraque a bordo dos tanques da
ocupação”, finalizou. |