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Equador: Rafael Correa anuncia o cancelamento de
patentes “para que o povo tenha acesso
a remédios”
O governo do Equador cancelou mais de duas mil patentes de indústrias
farmacêuticas multinacionais, com o fim de garantir o acesso da população a
medicamentos. “O decreto foi assinado para que mais de dois mil remédios possam
ser produzidos no país”, afirmou o presidente, durante programa transmitido no
último sábado.
Correa ressaltou “que os medicamentos para a saúde humana não podem ser
considerados como uma mercadoria e é nisso que se está trabalhando, pois existem
coisas que não podem ser mercadorias, mas sim direitos humanos, como a terra, a
água e medicamentos”.
O presidente equatoriano destacou que as indústrias farmacêuticas e
agro-químicas impulsionavam os Tratados de Livre Comércio, porque assim era
garantido que através das patentes terem o direito exclusivo de comercializar
certos produtos e sob esse princípio “não importava se as pessoas morressem de
câncer ou Aids, por não ter dinheiro para comprar medicamentos”, afirmou.
O presidente equatoriano reafirmou que a quebra de patentes permitirá o acesso a
medicamentos excessivamente custosos, por serem exclusivos no mercado.
“A Lei e os Tratados de Internacionais nos permitem a partir por decreto
estabelecer licenças obrigatórias. Obrigamos essas multinacionais a nos dar
licenças para que certos medicamentos sejam produzidos nacionalmente”. Correa
ressaltou que as patentes de medicamentos essenciais e de materiais agroquímicos
serão canceladas, “seremos o país pioneiro neste tipo de políticas”, afirmou. |