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Mexicanos organizam greve geral em defesa
da estatal de eletricidade
O Sindicato Mexicano dos Eletricitários (SME)
conclamou a integração de uma “frente nacional de luta” com o propósito de
reverter a decisões do governo de Felipe Calderón, para o setor elétrico.
Em apoio à convocação dos eletricitários, de
passar das “ações isoladas” às coletivas, dezenas de organizações políticas,
camponesas, universitárias e da sociedade civil do México participaram, no
último dia 24, da Assembléia Nacional de Resistência Popular.
Após um período de conversações, as entidades
acordaram em discutir a construção de uma greve geral nacional, em repudio
ao decreto do governo de Felipe Calderón, de extinção da estatal Luz e Força
do Centro (LyFC) e contra o aumento de impostos.
Através de um decreto presidente Felipe
Calderón liquidou a empresa estatal LyFC, ocupando suas instalações por seis
mil agentes da Polícia Federal.
“O governo arrancou os nossos companheiros da
empresa com a Polícia Federal, e de um dia para o outro, deixou sem emprego
44 mil trabalhadores, mas cada um de seus atos irá ser pago com o movimento
nacional pacífico”, afirmou Martín Esparza, líder do SME.
As entidades decidiram que a nova etapa de
luta, inclui uma jornada de resistência civil que se iniciará na próxima
sexta-feira, quando a Junta Federal de Conciliação e Arbitragem do México,
apontará uma decisão sobre as demissões dos trabalhadores da LyFC.
Esparza destacou que a luta dos
ele-tricitários está tomando dimensões nacionais, e que, juntamente com
outras organizações, serão formados comitês em todo o país. O presidente do
SME enfatizou que o movimento conta com o apoio da Frente Ampla Progressista
liderada por, Andrés Manuel López Obrador. A frente ofereceu seus comitês e
estruturas para difundir como “prioridade” a luta dos eletricitários.
Além das entidades, participaram da
Assembléia lideranças dos partidos da Frente Ampla, PT, Convergência e PRD. |