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PIB inglês despenca 5,2% no 3º trimestre em
relação a 2008
O PIB inglês despencou 5,2% no terceiro trimestre, em comparação com igual
período de 2008, segundo dados preliminares do Escritório Nacional de
Estatística. Em relação ao trimestre anterior, o PIB encolheu 0,4% - o sexto
trimestre consecutivo de recessão.
Jornais ingleses e dos EUA assinalaram que o resultado era “significativamente
pior do que o esperado”; as previsões rebatidas pela realidade pretendiam
“crescimento de 0,1%”. A recessão na Grã-Bretanha já é a mais longa desde que os
dados trimestrais começaram a ser registrados em 1955.
Charles Davis, economista sênior do Centro de Pesquisa de Economia e Negócios,
afirmou que o PIB, em relação ao pico anterior, sofreu uma contração de 6% -
superior aos 5,8% de declínio na recessão da década de 80.
Esses números são “realmente chocantes e desesperadamente desapontadores”,
lamuriou-se o economista-chefe da IHS Global Insight na Inglaterra e Europa,
Howard Archer. Especialmente, acrescentou, quando parece que “a zona do euro e
os EUA provavelmente terão crescimento [do PIB] no terceiro trimestre”.
Archer insistiu em que a contração de 0,4% trimestre-sobre-trimestre estava
“fora do radar”, apesar de admitir que tinha havido “uma queda aguda na produção
industrial em agosto” e que “as vendas no varejo em setembro não haviam se
movido” em relação ao mês anterior.
O órgão inglês de estatística apontou que houve “declínio em todas as séries que
monitora, com a construção civil e o setor de hotéis e restaurantes afundando
mais rápido que no segundo trimestre do ano”. Por outro lado, o declínio no
setor financeiro se desacelerou em relação ao segundo trimestre, de menos 0,7%
para 0,1%. A declaração preliminar do Escritório Nacional de Estatística é
apresentada com base em dois-quintos dos dados que recebe, e possivelmente
poderá ser revisada, em algum grau, para cima; contudo “o desempenho geral ainda
será desalentador”.
Economistas que estavam torcendo para que o Banco da Inglaterra voltasse, no
primeiro trimestre de 2010, a aumentar a taxa de juros pela primeira vez desde o
início da crise, já estão dando marcha-ré e considerando que há “uma chance
muito maior do juro ser mantido em 0,5%” até depois das eleições gerais.
Também deverá ser esticada a política de entupir os bancos de
dinheiro público. No início de outubro, o BC inglês havia anunciado que o
programa 175 bilhões de libras esterlinas para compra de papéis podres poderia
ser prorrogado por mais um mês.
A.P.
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