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Londres: manifestantes
exigem a volta das tropas do Afeganistão
Dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas em Londres , vindos em
caravanas de toda a Inglaterra para reunirem-se na capital, no sábado, 24, e
caminharem do Hyde Park a Trafalgar Square, e exigir a retirada imediata das
tropas inglesas do Afeganistão.
As tropas da Inglaterra, em torno de 9.000, formam o segundo contingente de
invasores depois dos norte-americanos. Entre os manifestantes destacou-se o
sargento Joe Glenton que após cumprir temporada no Afeganistão, responde a
corte marcial por haver se recusado a retornar ao país ocupado. Glenton
desafiou ordem de seu comandante direto que o proibira de participar do ato.
O militar inglês declarou que “é muito difícil desobedecer ordens na
qualidade de militar mas quando meu país segue ordens dos EUA e leva a
guerra a um dos países mais pobres do mundo, não tenho escolha”.
Veteranos que já retornaram do Afeganistão também se incorporaram à marcha.
Peter Brierley, no início do mês recusou-se a apertar a mão de Tony Blair
por elas terem manchas de sangue do seu filho, o ex-sargento Shaun Brierly,
morto no Iraque.
Uma pesquisa realizada no mesmo dia da marcha revelou que 2/3 dos ingleses
querem seu país fora do Afeganistão e 86% acreditam que se trata de uma
guerra perdida.
Peter Brierley declarou que “assim como no Iraque civis estão sendo mortos,
soldados ingleses morrem e o país está sendo arruinado. O povo não quer os
soldados lá”.
O deputado Jeremy Corbyn destacou que “as forças da Otan estão no
Afeganistão há oito anos e o resultado é aumento na produção de drogas,
altos níveis de corrupção e terríveis perdas de vidas. Chegou a hora de
mudar esta política e trazer as tropas para casa e prevenir um pesadelo no
estilo do Vietnã”. |