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Multinacional francesa adquire segunda
maior empresa sucroalcooleira do Brasil
A
multinacional francesa Louis Dreyfus anunciou a criação da LDC-SEV,
resultante de sua subsidiária LDC Bioenergia e a empresa Santelisa Vale,
adquirida junto às famílias Biagi e Junqueira Franco. Com isso, a LDC-SEV
nasce com 13 usinas, das quais cinco (Santelisa, Vale do Rosário, MB,
Jardest e Continental) da Santelisa.
Com a
compra da Santelisa pelos franceses, a participação estrangeira no setor
sucroalcooleiro foi elevada para cerca de 20%. E a investida das múltis no
setor não para por aí. A norte-americana Bunge negocia a compra da Moema.
Monopólios como a norte-americana Cargill, Teréos (de origem francesa),
Adecoagro (empresa de capital argentino e americano que tem o
megaespeculador George Soros entre seus acionistas), Noble Group (com sede
em Hong Kong), e a petroleira britânica BP já estão na produção brasileira
do setor sucroalcooleiro.
O grupo
Loius Dreyfus terá 60% do controle da LDC-SEV, enquanto as famílias Biagi e
Junqueira Franco, BNDES e o banco Goldman Sachs dividirão 18%, outros bancos
com mais 13% e 9% de novos investidores.
Com uma
expectativa de moagem de 40 milhões de toneladas de cana, 2,7 de toneladas
de açúcar e 1,5 bilhão de litros de álcool, a LDC-SEV ficará atrás apenas da
Cosan, líder mundial do setor.
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