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Prefeito de Caracas defende Venezuela no Mercosul
Em audiência na Comissão de Relações Exteriores
do Senado (CRE), o prefeito de Caracas, capital da Venezuela, Antonio Ledezma,
um dos principais opositores do presidente Hugo Chávez, defendeu a entrada do
seu país no Mercosul, contrariando as expectativas de senadores do PSDB, como
Tasso Jereissati (CE), que em seu relatório diz que não aceita a adesão.
Embora criticando o governo de Chávez Ledezma
disse que é “partidário da integração desde que o presidente se comprometa a
respeitar as regras”.
Ledezma apelou para que os senadores votem a
favor da adesão da Venezuela. Após o depoimento de Ledezma, Tasso Jereissati,
admitiu aceitar a adesão venezuelana, embora colocando condicionantes à entrada,
na verdade, uma manobra para postergar a decisão dentro da comissão.
A posição intransigente e sectária de Tasso já
não encontrava eco entre os 19 integrantes da CRE. O líder do governo no Senado,
Romero Jucá (PMDB-RR), elaborou um parecer contrário ao de Tasso, aceitando a
Venezuela no Mercosul. Ele reuniu 11 assinaturas na comissão favoráveis ao país
vizinho. As assinaturas evitam que as condições protelatórias de Tasso barrem a
Venezuela e garantem também que a votação não seja adiada novamente. Jucá pediu
vistas quando Jereissati apresentou seu voto anti-Venezuela.
Em seu voto, Jucá diz que a entrada da Venezuela
“atende plenamente aos interesses nacionais do Estado brasileiro”. “Atende aos
interesses do Mercosul, em termos de sua revitalização interna e reprojeção no
cenário internacional, notadamente em termos energéticos e na vertente amazônica
e caribenha; e atende às preocupações existentes com relação aos
desenvolvimentos políticos dentro da Venezuela - em matéria de democracia,
direitos humanos, paz e estabilidade”, defende Jucá.
“Não aprovando a adesão da Venezuela estaremos
convidando um país vizinho - nosso 6º maior cliente no mundo - a procurar outros
parceiros”, assinala Jucá. “Por todo o exposto votamos pela democracia, pela
paz, pela integração latino-americana e, portanto, pela aprovação do projeto”,
conclui seu parecer, que deve ser votado nesta quinta-feira.
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