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Oposição faz marola na CPI contra a Petrobrás, replica Jucá
A oposição anunciou na quarta-feira que vai
abandonar a CPI que fabricou contra a Petrobrás. Ela alegou que os requerimentos
demoram para ser votados na comissão e pediram uma reunião administrativa da
CPI.
“Minha proposta é a gente se retirar da CPI e
encaminhar o que consideramos grave para o Ministério Público”, disse o senador
Álvaro Dias (PSDB-PR). “Nós (membros da oposição) estamos sendo tratorados”,
queixou-se o senador Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA). “Eu não virei a
nenhuma reunião enquanto não houver a reunião administrativa”, completou.
Mas para o relator da CPI, senador Romero Jucá
(PMDB-RR), a oposição está fazendo marola. “A oposição tem todo o direito de
fazer ‘marola’. Considero legítima. Se eles abandonarem [a CPI], a gente tem a
maioria para aprovar o relatório”, disse o senador. O senador João Pedro
(PT-AM), presidente da comissão, rebateu os oposicionistas e disse que “não há
combinação nem farsa de qualquer tipo na CPI” e declarou que a reunião
administrativa mencionada por ACM Júnior será realizada.
Em meados de setembro, após a instalação da
comissão, a oposição admitiu que não tinha nada de concreto para investigar na
Petrobrás e se queixou da imprensa. Segundo ACM Júnior, a oposição contava com a
“colaboração da imprensa” para fazer novas acusações contra a empresa e que sem
isso “fica difícil surgir mais informações contra a estatal”. “Botamos fé na
imprensa”, reclamou.
Agora, sem nada contra a Petrobrás e com todas
as suas acusações sendo rebatidas pelos depoimentos na comissão a oposição usa
como pretexto um suposto “trator” da maioria da base aliada.
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