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Tropas de ocupação de Israel agridem
palestinos em mesquita de Jerusalém
O Centro Palestino pelos Direitos Humanos (PCHR, sigla em inglês) denunciou a
blitz das Forças de Ocupação de Israel na mesquita Al Aqsa (uma das três mais
sagradas do islamismo) no domingo, 25.
A tormenta seguiu-se a um chamado pelo grupo de judeus extremistas denominado
“Organização pelos Direitos Humanos no Monte do Templo”, conclamando a invasão
da mesquita e seu pátio para realizarem rituais talmúdicos marcando o “ascenso
de Rambam” (o rabino Moshe Ben Maimon).
Desde a noite de sábado, tropas em grande número se deslocaram para o interior
da cidade árabe de Jerusalém (dentro dos muros da “Velha Jerusalém”).
Uma agressão similar ao uso da força contra fiéis ocorrida no dia 27 de setembro
deste ano, ocorreu desde a manhã do dia 25 de outubro.
Eis um resumo da agressão descrita pelo PCHR:
“Aproximadamente às 8:00 h da manhã do domingo as tropas israelenses entraram no
pátio da mesquita Al Aqsa. Unidades policiais fecharam todas as entradas para a
mesquita.
As forças israelenses acionaram bombas sonoras e de gás lacrimogêneo e correram
atrás de fiéis, batendo nos que encontravam pela frente, inclusive algumas
crianças e mulheres.
Fecharam as portas da mesquite encerrando em seu interior os que nela buscaram
abrigo. Alguns começaram a passar mal pela inalação de gás.
Às 10:00 h entraram no quarto onde fica a aparelhagem de som utilizada para
chamar os religiosos à reza e destruiu o equipamento.
Aproximadamente às 11:00 h a polícia israelense dispersou uma manifestação
pacífica de mulheres que se dirigia em direção ao portal Hatta para expressar
solidariedade aos que permaneciam no interior da mesquita.
Às 11:30 h começaram a permitir a entrada de homens acima de 50 anos para a
mesquite, para pouco mais de vinte minutos depois entrar de novo no pátio de
espancar violentamente os que se encontravam na área. Passaram a prender
pessoas, entre elas Hatem Abdul Qader, deputado do Conselho Legislativo
Palestino.
A seguir estenderam o cerco também a mesquita do Domo da Rocha (que fica próxima
à Al Aqsa). A essa altura impediam a entrada de médicos e jornalistas.
Jovens palestinos protestaram e seguiram-se choques durante o início da tarde.
25 civis, incluindo 7 mulheres, ficaram feridos”. |