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Democratas cobram de Obama medidas pelo retorno do regime
democrático em Honduras
Em carta enviada a Barack Obama, dezesseis parlamentares do Partido
Democrata, o mesmo do presidente, manifestaram sua preocupação com a omissão
ante o reconhecimento, nas atuais condições, do resultado de uma eleição em
Honduras, onde, conforme ressaltaram, ocorrem “sérias e inaceitáveis
violações a democracia e aos direitos humanos”. Também exigiram uma clara
condenação sua ou da secretaria de Estado, Hillary Clinton, à repressão que
os golpistas exercem contra a população.
No documento publicado na terça-feira, dia 27, os congressistas reafirmam
que Washington deve se unir ao “consenso internacional e declarar sem
ambigüidade que eleições organizadas por um governo antidemocrático que tem
negado a seus críticos o direito de expressão, de movimento e de reunião,
não podem nem serão consideradas livres e justas por nosso governo”.
“Agora é mais urgente que nunca romper o silencio. É decisivo que seu
governo rechace e denuncie imediatamente de maneira clara e inequívoca a
repressão deste regime ilegítimo”, ressalta a missiva.
O documento foi assinado pelos democratas Raúl Grijalva, Fortney Stark,
Danny Da-vis, Janice Schakowsky, Maxine Waters, José Serrano, Bárbara Lee,
John Conyers, Luis Gutierrez, Jessé Jackson Jr., Chaka Fattah, James Moran,
Michael Honda, Sam Farr, James Obestar e Eddie Johnson.
Na quarta-feira, dia 28, o subsecretário de Estado para Assuntos
Hemisféricos, Thomas Shannon, chegou a Tegucigalpa e se reuniu com o
presidente Zelaya e também com o ditador Micheletti, declarando que o
governo norte-americano faria um esforço para contribuir com a solução da
crise em que o país foi submerso pelo golpe perpetrado quatro meses atrás. |