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Bloqueio dos EUA a Cuba é
derrotado na ONU: 187 a 3
A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou, na quarta-feira, dia 28, por
esmagadora maioria, uma resolução que exige, mais uma vez, o levantamento do
bloqueio econômico e comercial que desde há mais de meio século os Estados
Unidos aplicam contra Cuba.
O documento conseguiu um apoio quase unânime dos 192 países que integram a ONU,
já que 187 países votaram a favor, contra só três: os costumeiros EUA, Israel e
Palau. Houve duas abstenções, a Micronésia e Ilhas Marshall.
O texto aprovado qualificou o bloqueio como criminoso, ilegal e imoral,
denunciando que essa decisão unilateral dos Estados Unidos afeta a saúde
pública, as transações bancárias, as operações portuárias e aéreas, o
intercambio cultural e científico.
Foi a décima oitava ocasião em que se reúne a plenária da organização
internacional para discutir o tema da “Necessidade de pôr fim ao bloqueio
econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos de América contra
Cuba”.
A última reunião tinha sido realizada em 29 de outubro de 2008, quando se
aprovou a Resolução 63/7 que contou com a votação de 185 Estados membros a favor
do levantamento com os mesmos três em contra: EUA, Israel e Palau.
Cuba reiterou que o embargo permanece intacto e constitui uma violação massiva,
flagrante e sistemática dos direitos humanos.
“Esse cerco continua sendo uma política absurda que provoca carências e
sofrimentos e na Convenção de Genebra de 1948 aparece tipificado como um ato de
genocídio e é eticamente inaceitável”, afirmou o chanceler cubano, Bruno
Rodríguez.
O ministro disse ante o plenário da Assembléia Geral das Nações que esse assedio
norte-americano é um ato soberbo e inculto e assinalou que os representantes de
Washington mentem quando dizem que se trata de um assunto bilateral.
Explicou que a aplicação extraterritorial das leis do bloqueio, como a
Helms-Burton e a Torricelli, também afeta os Estados membros da ONU e apontou
que 56 países sofreram medidas no último período.
“Essas proibições, inumanas e impróprias desta época, se aplicam não só a Cuba,
mas também aos países que vocês representam”, insistiu.
Rodríguez deu numerosos exemplos sobre o impacto o bloqueio sobre a população
cubana, em especial a infância, em matéria de medicina, saúde, telecomunicações,
Internet, alimentação, cultura e ciências, entre outros.
Também fez referência à recente proibição do governo norte-americano à Orquestra
Filarmônica de Nova Iorque para se apresentar em Cuba.
Mil 941 barcos que atracaram em Cuba, entre julho de 2008 e de 2009, foram
proibidos de entrar em portos dos Estados Unidos durante 180 dias, acrescentou.
O chanceler destacou que, segundo recentes pesquisas, de insuspeitas origens,
76% dos cidadãos norte-americanos se opõem ao bloqueio e precisou que ignorar a
vontade de mudança e manter o embargo é antidemocrático.
“O presidente Obama tem a oportunidade de liderar a mudança de política em Cuba
e a eliminação do bloqueio”, declarou na Assembleia Bruno Rodríguez Parrilla.
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