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As reflexões do
gazeteiro sobre o jornalismo e a conquista dos ares -2
Santos-Dumont e a
articulação da primeira grande fraude de imprensa em nível mundial: os irmãos
Wright
MARIO DRUMOND
Continuação da
edição anterior
No exato momento em
que Santos-Dumont realizou o glorioso vôo do 14 Bis, em 12 de novembro de
1906 – que teve repercussão mundial -, os interesses capitalistas viram
evaporarem-se os lucros que as patentes do mais pesado que o ar lhes prometiam
assim como suas pretensões de dominar o mundo pelo controle dessas patentes. E
trataram de reagir. Foi então que se articulou a primeira grande fraude de
imprensa em nível mundial: os irmãos Wright. Os fatos demonstraram que ela
estava sendo preparada com antecedência a fim de tentar neutralizar a vitória de
Santos-Dumont, que vinha se anunciando e era bastante previsível, ainda que não
de forma tão contundente.
Fora articulada um tanto desajeitadamente
pelo magnata norte-americano Gordon Benett, o cidadão Kane do momento, e
seus jornais Herald, de Nova York e de Paris, precursores clássicos dos
impérios midiáticos que lhe seguiriam, em conluio com o embaixador dos EUA na
França, Henry White, e o banqueiro Lazare Weiller.
Para o melhor entendimento de como ela foi
articulada, como se sucedeu, suas causas e consequências para a época e para a
História, se faz mister aportarmos informações pouco conhecidas sobre aqueles
fatos decisivos e de suma importância para a detonação e o desenrolar da Segunda
Revolução Industrial, que ainda se reflete em nossos dias.
Na busca histórica de mais de quatro séculos
pela conquista dos ares através de um aparelho mais pesado que o ar, é possível
identificar três correntes de pensamento lógico que se destacaram:
a) a que vislumbrava o helicóptero como
mecanismo elementar, inaugurada por Da Vinci, Roger Bacon e outros, a qual
prosseguiu ocupando os sábios pelos séculos afora sem, contudo, encontrar
solução para o problema do contra-giro da cabine do piloto em reação à força do
giro (torque) da hélice do aparelho uma vez em vôo, por falta de ponto de apoio.
Da Vinci já propusera uma solução teórica pelo uso de duas hélices girando em
sentido contrário e em velocidades exatamente iguais, uma anulando o torque da
outra, mas, na prática, não se dispunha de tecnologia capaz de realizar tal
exatidão, e a menor diferença de torque entre as hélices inviabilizaria o
mecanismo. Tais especulações sequer saíram do papel e nem chegaram ao problema
da propulsão que, até os meados do século XVIII, ainda imaginava-se que poderia
ser humana, isto é, a pedaladas. Com o advento da máquina a vapor, a idéia
começa a ganhar força e interesse realistas, os quais se incrementaram com a
chegada dos motores a petróleo. Santos-Dumont, que pelo conjunto da sua obra não
pertence a essa corrente, também tentou a solução do problema, sem êxito. Como
vimos, só em 1939 Sikorsky o solucionou incorporando uma cauda ao aparelho e
aplicando a hélice estabilizadora em seu extremo, criando assim a força
aerodinâmica suficiente para compensar o torque da hélice de sustentação (asa
rotativa) e estabilizar a cabine. Por incrível que pareça, recentemente a
ciência conseguiu tecnologia para as duplas hélices girando em velocidades
exatamente iguais em sentidos opostos, e a indústria aeronáutica russa já
fabrica helicópteros de última geração sem a hélice de estabilização, tal como
imaginara Da Vinci;
b) a que se desenvolveu com mais força no
século XIX e tinha por fonte de pesquisa a Natureza, mais propriamente os
pássaros, em que se destacaram célebres cientistas como Lilienthal, Langley,
Chanute, Ader e muitos outros que, mesmo tendo conseguido algumas surpreendentes
aproximações de projeto do que seria futuramente um aeroplano (em particular o
Avion, do inglês Ader, que copia o morcego), não lograram viabilizá-lo
por não encontrarem propulsão ao mesmo tempo leve e poderosa capaz de fazê-los
sair do solo. Colecionaram protótipos que variaram do absurdo ao factível,
incontáveis tentativas fracassadas e lamentáveis acidentes fatais como o de
Lilienthal, mas depois que a aeronáutica se tornou realidade tem sido retomada
por importantes projetistas, em particular os da Segunda Guerra Mundial; e
c) a que se desenvolveu em sentido oposto à
anterior, no início do século XX, a partir dos progressos da ciência e da
mecânica para a busca de formas de sustentação e meios de propulsão que
solucionassem a questão peso-potência para fins aeronáuticos. A esta pertenceram
boa parte dos que tiveram êxito palpável, antes e depois do Demoiselle,
em que se destacaram Farman, Voisin, Bleriot, Santos-Dumont e vários outros
nomes importantes. Santos-Dumont costumava dizer que “a Natureza nunca foi boa
mestra para a mecânica; por ela teríamos trens com pernas de ferro e navios com
barbatanas”.
O fato é que, no início do século XX, depois
de todo um imenso esforço humano empenhado na questão, o único aparelho mais
pesado que o ar controlado pelo homem que se conhecia capaz de voar era o
tradicional e milenar papagaio (ou pipa) chinês. Este inocente brinquedo
foi, contudo, o motivo de dois enormes equívocos que desnortearam os pioneiros
da aeronáutica e só foram solucionados por Santos-Dumont:
1) o de que uma estrutura cúbica celular era
capaz de sustentar uma aeronave de tamanho suficiente para transportar pessoas e
cargas; e
2) o de que a estabilidade e a propulsão de
uma aeronave seriam “ajudadas” na decolagem pelo vento a favor, ou seja, o de
que a trajetória de decolagem deveria ser no mesmo sentido do vento que soprava
na pista.
Foi no voo do 14 Bis que Santos-Dumont
desfez o segundo equívoco. E este foi o maior mérito do 14 Bis para o futuro da
aeronáutica. Depois de várias tentativas mal sucedidas de decolagem,
Santos-Dumont percebeu que o vento só o prejudicava e decidiu fazer uma
tentativa em sentido contrário, ou seja, contra o vento. Muitos dos experts
que acompanhavam a experiência pensaram que ele tinha ficado louco. A mesma
comissão de arbitragem não tinha previsto medir o voo feito em sentido contrário
ao do vento. Assim, o registro da saída do solo acabou se estabelecendo a partir
de uma fotografia obtida naquele exato momento, e na qual aparecia um homem com
uma bicicleta alinhada com as rodas que deixavam o solo. O ponto de decolagem
foi marcado pela posição da bicicleta, que pôde ser verificada com precisão por
referências estáticas do local, e o de pouso foi marcado pelo juiz que deveria
marcar o de decolagem. Não se pode dizer que aquele fora exatamente um voo; foi
muito mais um salto impulsionado pelo poderoso V8 de 50 HP, recém projetado e
construído pelo inventor, o qual, ao enfrentar um bom vento contrário, era capaz
de tirar do solo até um piano de cauda.
Mas a descoberta, em sua mais elementar
simplicidade, não só desfez um equívoco tremendo como inverteu toda a lógica de
pesquisa e projetos pioneiros. Já no número 15, que imediatamente se seguiu,
Santos-Dumont chegou perto das características elementares do aeroplano futuro.
Virando o 14 Bis pelo avesso, mandou para a popa os comandos de leme e
profundor e colocou-se, como piloto, sentado e à proa. Mas o primeiro equívoco
ainda permanecia nas estruturas cúbicas celulares de sustentação que formavam as
partes do aparelho que já eram chamadas de “asas”. E, no Nº 15, feitas de
madeira compensada e, portanto, ainda mais pesadas que as do 14 Bis, que
eram de lona. Foi um fracasso.
3) Mas assim é a trajetória dos gênios. O
conhecimento e as descobertas não surgem de forma direta e linear. Os três
projetos que se seguiram ao Nº 15 podem parecer confusos e fora de propósito
para quem participava de uma corrida tecnológica com o objetivo concreto de
fazer voar um aparelho mais pesado que o ar. O Nº 16, talvez o mais belo
design de balão dirigível jamais realizado e colocado em vôo; o Nº 17, em
que, nos protótipos inacabados, foram abandonados dois projetos de helicópteros;
e o Nº 18, um deslizador aquático de alta velocidade, com o qual o inventor
testou várias novidades em estruturas náuticas e aeronáuticas. Em determinados
momentos, em geral os mais difíceis, o inventor percebe que a solução está bem
perto dele, a ponto de poder tocá-la com os dedos, mas não a encontra, por mais
que quebre a cabeça. Nestes casos, há que esperar um insight, assim como
o poeta, quando a musa lhe parece ausente, tem de aguardar a inspiração.
Enquanto isso, o gênio não pode parar, faz o que pode com o que tem à mão e nada
perde com isso. “Os gênios não erram; seus erros são volitivos e são portais de
novas descobertas” (James Joyce, Ulisses)
Eis que, então, surge o insight. E, no
caso de Santos-Dumont, o “achado” que estava achado há tempos: as asas de perfis
aerodinâmicos de Lilienthal, Chanute e Ader, copiadas da natureza e tão antigas
quanto as de Ícaro, cuja imagem, por sinal, ilustrava o ex-libris do
inventor. E os ailerons, que ele mesmo havia criado para o 14 Bis,
e os aplicara justamente no voo da vitória, mas não dera com o valor que tinham,
talvez porque com eles se esborrachara e destruíra o 14 Bis numa
tentativa posterior para aprimorá-lo. Tanto é que não os usou no Nº 15.
Eis, então, que surge, sem alarde, o Nº 19, a
“libélula”, com a sua cauda de bambu que logo seria substituído, no
Demoiselle (Nº 20), por uma estrutura rígida de seção triangular que lhe
daria a firmeza e a maneabilidade do aeroplano que nele nascia, junto com a
aeronáutica do século XX. Tudo isto - do voo da vitória no 14 Bis ao Nº
21, o definitivo Demoiselle -, ocorreu em menos de dois anos. E a
história da aeronáutica só tem o Demoiselle.
Por que será?
Por que foi tão celebrado nas manchetes de
primeira página dos principais jornais do mundo o voo do 14 Bis, sem
dúvida um passo importante na conquista da aviação, e o advento do Demoiselle,
a primeira aeronave que efetivamente realizou o sonho da aeronáutica para a
humanidade, até com a sua pioneiríssima fabricação em série por duas importantes
indústrias francesas, quedou quase invisível em notas de páginas internas e até
hoje permanece num limbo histórico injusto como apenas um projeto a mais de
Santos-Dumont, inclusive nas obras de seus muitos e grandes biógrafos?
A fraude caminhou com dois objetivos:
neutralizar as vitórias de Santos-Dumont e criar um fato novo que viabilizasse o
privilégio das patentes em nome dos fraudadores. Foi relativamente bem sucedida
no início, mas a História, como veremos, lhes pregaria uma peça. Pelo que
conhecemos das histórias da imprensa e do jornalismo, aquela fora a primeira
grande tentativa de manipulação da verdade através da imprensa jornalística.
As histórias da imprensa e do jornalismo são
disciplinas distintas; porém, naquele momento viviam numa profunda inter-relação
transformadora. O jornalismo heroico que começara nas antigas gazetas jogara um
papel importantíssimo em todo o decorrer do século XIX em favor das causas
libertadoras em quase todo o mundo, e entrou no século XX gozando de tanta
credibilidade e de tal reputação que mal conseguia atender uma pequena parte da
crescente demanda dos que queriam desfrutar de sua produção. Nessa fase heroica,
o jornalismo era produzido artesanal ou semi artesanalmente e, desde as
primeiras e bem sucedidas gazetas, vivia exclusivamente de seus leitores e
assinantes. Gente muito exigente, por certo, e que não pagava para ler
bajulações a poderosos, para ser enganada ou para perder tempo com inutilidades.
No início do século XX, pode-se dizer que,
depois da aeronáutica, foi a imprensa, entre as atividades produtivas humanas, a
maior responsável pela Segunda Revolução Industrial, que ali apenas se iniciava.
E tal avanço tecnológico se daria, pela primeira vez na história da imprensa,
para atender as demandas criadas na fase heroica do jornalismo. Na célebre
exposição de Paris, em 1900, Hipólito Marinoni, o mais prolífico inventor de
máquinas gráficas da época, apresentou o protótipo da maior e a principal de
suas últimas invenções: a impressora rotativa de jornais. Em 1903, quando
Santos-Dumont fazia voos rotineiros nos céus de Paris com seus dirigíveis, o
Petit Journal, de Paris, tornou-se o primeiro órgão de imprensa do mundo a
instalar uma rotativa Marinoni em suas oficinas. Começava a fase
industrial da imprensa jornalística. E, com ela, o poder do grande capital sobre
o jornalismo e a informação para as massas.
É neste contexto que se insere o oportunismo
dos capitalistas norte-americanos, ali representados por John Rockfeller, Gordon
Benett e o embaixador Henry White, em conluio com a ganância de banqueiros
inescrupulosos (desculpem-me pela redundância) como Lazare Weiller e a avidez de
outros capitalistas, políticos e oficiais militares europeus corruptos (uma
longa lista, encabeçada pelo Barão de Rothschild), para pressionar e chantagear
as empresas jornalísticas em fase de expansão e, portanto, de alto
endividamento.
Mas não seria tão fácil assim. Se, por um
lado, podiam pressionar as empresas pelo poder de seus capitais, por outro nada
podiam com os leitores dos jornais, que eram bem informados pela boa qualidade
do jornalismo de que desfrutavam. Assim, para fazer descer goela abaixo da
sociedade a farsa dos Wright, os fraudadores tinham de se obrigar a fazer o que
mais detestavam: pôr a mão nos seus próprios bolsos para subvencionar os
prejuízos das quedas nas vendas avulsas e das assinaturas, sem contar a
veemência dos protestos dos leitores mais rigorosos, que viam suas inteligências
insultadas pelas mentiras grosseiras que a farsa impunha. Em defesa da ética, de
seus nomes e reputações, também os jornalistas resistiram com energia e bravura.
Foi uma queda de braço. De fato, conseguiram
abafar bastante a repercussão mundial do voo do 14 Bis em 12 de novembro
de 1906, que, apesar de ter sido o “Voo da Glória”, teve menos destaque que o
anterior, de 23 de outubro, em que o 14 Bis saltou apenas 30 metros, o
que lhe bastou para conquistar a Copa Archdeacon. E nem se comparam as
repercussões de tais voos com o estrondoso sucesso mundial de 1901, quando o Nº
6 circundou a Torre Eiffel pela primeira vez na história da aeronáutica.
Por outro lado, só
com os cabogramas de Oklahoma a historieta dos Wright não saía do limbo das
dúvidas e das mentiras mal contadas, por mais que se forçasse a barra. O jeito
foi prometer a ida dos ilustres desconhecidos aviadores a Paris para exibirem o
fenômeno aeronáutico que os cabogramas informavam, sem provas, teriam
“inventado” três anos antes e para o qual reivindicavam primazia e privilégio de
patentes.
Contudo, se na
imprensa jornalística e na opinião pública a farsa emperrava, nos gabinetes
fechados dos arranjos inconfessáveis tudo ia de vento em popa. Há registros de
que Lazare Weiller investiu 500.000 francos só na demonstração dos Wright em
Paris. E os exércitos dos EUA e da França apostavam fichas altas nas reservas de
direito de uso das patentes, com exclusividade nos respectivos continentes.
Enfim, a dinheirama rolou solta por aquelas bandas.
Mas é então que surge a História. O Instituto
de Patentes não registra abstrações nem fatos jornalísticos, registra engenhos
concretos, apresentados em formulações científicas claras que explicam seus
funcionamentos em bases lógicas, e em protótipos reais que os confirmem na
prática. Eis que, no caso, os fraudadores planejaram tudo com base em
conhecimentos e experiências que vinham sendo produzidas naqueles últimos três
anos em artefatos mais pesados que o ar, e que culminaram no 14 Bis. Como
vimos na última Gazeta, no voo do 14 Bis não se deu nenhuma invenção do
aeroplano, mas a elucidação de um grande equívoco, que, em pouquíssimo tempo,
mudou radical e completamente o rumo de tudo o que vinha sendo feito.
Tal mudança de rumos pegou os farsantes pelo
pé. O Flyer apresentado por Orville Wright em Paris, em 1908, era um
híbrido de várias experiências que, de uma hora para a outra, se viram
ultrapassadas e vencidas. E ainda se jactava de inovador pelo uso do tal
Pylon na decolagem catapultada, e não de rodas para a decolagem autônoma!
Decolava a favor do vento, claro, pois a catapulta o atirava na corrente aérea,
com o que pensavam ter achado a solução do problema que os pioneiros enfrentavam
para sair do solo. Porém, tal problema não era mais que um enorme equívoco na
abordagem dos princípios aerodinâmicos básicos, o qual finalmente foi elucidado
por Santos-Dumont em 12 de novembro - eis aí o motivo principal do monumento com
a inscrição histórica que lhe consagrou o Aero Clube de Paris na Praça de
Bagatelle.
Mas foi assim, com o “pioneiro engenho”
pseudovoador dos Wright, o Flyer, que os farsantes, com tanto empenho,
pressão, chantagem e muita, muita grana, lograram, enfim, o perseguido registro
e privilégio de patentes.
Só que, quando o lograram, o verdadeiro
aeroplano já estava voando em bases lógicas e científicas totalmente diversas e
até opostas, e suas patentes e direitos plenamente entregues ao domínio público,
já entrando em linha de fabricação em série, e, pouco depois, publicadas em
revista de distribuição mundial, em vários idiomas. E todos os países do mundo
puderam desenvolver suas próprias pesquisas aeronáuticas livremente a partir
daquele que acabou sendo o primeiríssimo aeroplano: o Demoiselle.
As patentes do Flyer caíram no olvido,
tal como seus “inventores” desapareceram da História, quase por completo. Foram,
porém, ressuscitados uns trinta anos mais tarde, no início da Segunda Guerra
Mundial, pelos marqueteiros de guerra da força aérea dos EUA encarregados de
forjar heróis e pioneiros para alimentar a moral e o patriotismo de seus
guerreiros do ar.
Quanto aos espertalhões farsantes; não saíram
no prejuízo, apesar do contundente fracasso. Os povos dos EUA e da França os
ressarciram, com lucros, através de gordos aportes em dinheiro que seus
exércitos fizeram com recursos dos respectivos erários, para garantir a reserva
de uso daquelas tão disputadas patentes que jamais usariam.
Essa primeira batalha do jornalismo contra o
capitalismo ficou empatada, no juízo da História. Os Demoiselle voaram no
mundo inteiro com quase nenhuma repercussão na imprensa e ainda hoje a primazia
de seu projeto, como invenção indiscutível do aeroplano que ainda em nossos dias
voa nos céus do mundo inteiro, é ignorada em sua importância histórica. Muitas
outras batalhas do tipo se dariam ao longo do século XX, todas com graves perdas
para a Humanidade, como constatou o já citado Noam Chomsky. Algumas delas serão
temas das próximas gazetas. Aguardem. |