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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Chefões do narcotráfico
O ministro da Justiça da Venezuela taxa os
órgãos DEA, dos EUA, e o DAS, da Colômbia, de cartéis do narcotráfico.
Essa é a razão pela qual as drogas assolam o mundo. As tropas ianques
estão no Peru e na Colômbia para combater as drogas, ou para garantir o
transporte seguro delas para consumo do mercado de 50 milhões de
dependentes estadunidenses?
Cerca Cerqueira – por correio
eletrônico
Ministério
O ministro Carlos Minc, como muitos e muitos
brasileiros, deve ter assistido ao Fantástico ontem, com certeza.
Esperemos que ele tenha compreendido o drama que o Fábio Assunção, por
brincadeira, vinha e ainda está vivendo. Então, é preciso que pare de
pedir a liberalização, ou fazer a apologia do uso da maconha, o começo
de todos os problemas. Como ministro, ele tem coisas mais importantes,
necessárias e urgentes para se dedicar.
Pedro Luís de Campos
Vergueiro – São Paulo (SP)
Torcida argentina
Tenho uma simpatia imensa pela Argentina. Adoro
Buenos Aires. Tive a sorte, também, de conhecer razoavelmente bem o
interior do país. Que belo país. E que povo acolhedor. Por isso, não
entendo essa implicância com os argentinos. “Ah, mas eles são
arrogantes”, dizem. Juro que não concordo. Sempre que estive na
Argentina (e foram muitas vezes nos últimos dez anos), fui bem tratado.
Eles admiram muito os brasileiros. Torço para que os Kirchner vençam a
queda de braço com o grupo “Clarin”. Trata-se de um grupo que (como
ocorre aqui no Brasil) é dono de jornais, TVs, rádios, um poder absurdo.
São oligarcas da imprensa. Os Kirchner têm muitos defeitos. Personalismo
e centralismo são alguns. Mas é preciso entender o que está em jogo. A
imprensa brasileira tenta transformar essa queda de braço em uma disputa
entre “liberdade de imprensa” e “autoritarismo”. Não é nada disso.
Trata-se de um capítulo da luta pela libertação da América Latina. A
turma do “Clarin” está do lado daqueles que gostariam de ver nossos
países transformados em novas colônias. Torço para que a Argentina se
liberte. Torço para que a Argentina seja grande e feliz. Dentro de campo
e fora dele.
Ivo Pugnaloni – por correio
eletrônico
Salários
Esta é a grande mamata! Enquanto os professores
são espancados em praça pública porque pedem uma merreca de aumento em
seus salários, os deputados articulam nos subterrâneos do Congresso
Nacional a confecção de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que
equipara os salários dos três Poderes. Enquanto isso, os aposentados
tiram sangue da própria carne na triste e covarde luta pelo aumento de
alguns míseros reais nas suas aposentadorias.
Wilson Gordon Parker - Nova
Friburgo (RJ)
Política de esportes
Pode até não existir má-fé, pouco importa. Que
se despertem e comecem a investir para valer no esporte. Precisa ampliar
a conscientização de prefeitos, de governadores e do governo federal
sobre a necessidade de se investir no esporte de forma compromissada,
com ou sem improviso, de maneira simples. Mas também como política de
esporte direcionada à formação de atletas para competições maiores e
âmbito intermunicipal, estadual, nacional e internacional. A posição do
Brasil em Olimpíadas dá o atestado da falta de investimento. Quando
vence muito, ganha duas medalhas de ouro. É desestimulante. É
vergonhoso.
Pedro Cardoso da Costa – São
Paulo (SP)
Santa Catarina
Neste feriadão de sete de setembro estive em
Corupá – e foi um susto muito grande acordar de madrugada com o barulho
da força do vento, coisas batendo e quebrando, muita chuva. No dia
seguinte, ao andar pela cidade, vi o que o vento fortíssimo havia feito:
telhados destruídos, árvores arrancadas ou partidas, até construções
caídas no chão, além de postes e out-doors lançados por terra. Vendo os
telejornais, vi que não fora só ali o caos com tanto vento e tanta
chuva. Em quase toda Santa Catarina, tornados haviam passado e deixado
rastros de destruição. Ventos de mais de cem quilômetros horários
distribuíram pânico e até morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil e na
Argentina.
Luiz Carlos Amorim – por
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