Uma revolução na filosofia (3) 

“A análise crítica dos sistemas filosóficos deve ter um objetivo. As opiniões e ideias filosóficas há bastante tempo derrotadas e enterradas não merecem muita atenção. Pelo contrário, com particular rigor devem ser criticados os sistemas e ideias filosóficas que, apesar de seu reacionarismo, ainda têm curso e são utilizados pelos atuais inimigos do marxismo”, afirmou Zhdanov  sobre o livro “História da Filosofia Ocidental”, de Georgy Alexándrov, na parte do texto que publicamos hoje 

ANDREI ZHDANOV 

Continuação da edição anterior 

Sobre quase todos os velhos filósofos o camarada Alexándrov encontra oportunidade de dizer palavras amáveis. Quanto maior é o filósofo burguês, mais incenso lhe oferece. Tudo isso leva o camarada Alexándrov, possivelmente mesmo sem o suspeitar, a tornar-se cativo dos historiadores burgueses da filosofia, os quais partem do princípio de ver em cada filósofo, antes de tudo, um aliado de profissão, logo depois um adversário. Tais concepções, se se desenvolvessem entre nós, inevitavelmente nos conduziriam ao objetivismo, ao servilismo em face dos filósofos burgueses e à exaltação de seus méritos, privando nossa filosofia de seu espírito combativo e agressivo. Mas isto significaria o abandono do princípio fundamental do materialismo, isto é, do seu ponto de vista de partido. Entretanto, Lenin nos ensinou que:

“o materialismo encerra em si, por assim dizer, uma posição de partido que nos obriga, em qualquer apreciação de um acontecimento, a tomar direta e abertamente o ponto do vista de um determinado grupo.” (V. I. Lenin, Obr. Compl., T. I, pág. 276, em russo).

A exposição das concepções filosóficas no livro é feita abstratamente, objetivamente, neutramente. As escolas filosóficas são expostas no livro, uma depois da outra, ou uma ao lado da outra, mas não em luta uma contra a outra. Isto é também “concessão à tendência” acadêmica e professoral. Não é por acaso, como veem, que, nessa ligação, a tese do princípio de partido em filosofia não foi, absolutamente, adotada pelo autor. Na qualidade de exemplo do partidarismo em filosofia, o autor apresenta a filosofia de Hegel e descreve a luta das filosofias inimigas como sendo a luta entre os princípios reacionários e progressistas... dentro da própria filosofia de Hegel. Tal método de demonstração é não somente ecletismo objetivista, mas também uma clara condescendência para com Hegel, porquanto por esse método pretende provar que sua filosofia contém tanto de progressismo quanto também de reacionarismo. Para finalizar esta questão, acrescento também que o método aconselhado pelo camarada Alexándrov de apreciação dos diferentes sistemas filosóficos - “igualmente com méritos existem também defeitos” (vide pág. 7 do livro de Alexándrov) ou “importante significação tem do mesmo modo tal e tal teoria” - sofre de extrema falta de determinação, é metafísico, e somente é capaz de emaranhar o assunto. É incompreensível porque o camarada Alexándrov necessitou fazer concessões às tradições científicas acadêmicas das velhas escolas burguesas e esquecer a tese fundamental do materialismo, que exige a irreconciliabilidade na luta contra os seus adversários. 

MÉTODO MATERIALISTA DIALÉTICO 

Ainda uma observação. A análise crítica dos sistemas filosóficos deve ter um objetivo. As opiniões e ideias filosóficas há bastante tempo derrotadas e enterradas não merecem muita atenção. Pelo contrário, com particular rigor devem ser criticados os sistemas e ideias filosóficas que, apesar de seu reacionarismo, ainda têm curso e são utilizados pelos atuais inimigos do marxismo. Aqui, referimo-nos particularmente ao neo-kantismo, às teologias, às velhas e novas edições do agnosticismo, às tentativas de introduzir Deus, sub-repticiamente, de contrabando, nas ciências naturais contemporâneas, e também de qualquer outra mixórdia que tenha por finalidade retocar e colorir a mofada mercadoria idealista para consumo do mercado. Enfim, a todas as ideias desse conhecido estoque, que, na época contemporânea, os lacaios filosóficos do imperialismo põem em circulação para apoiar seus amos assustados.

Na introdução é tratada, igualmente de forma incorreta, a concepção sobre as ideias reacionárias e progressistas e os sistemas filosóficos. Embora o autor também faça restrições em torno das questões sobre o reacionarismo ou o caráter progressista desta ou daquela ideia ou sistema filosófico, elas devem ser resolvidas de forma concreta e histórica. O autor, porém, persistentemente, ignora a conhecida tese do marxismo de que uma mesma ideia, em diferentes condições históricas e concretas, pode ser reacionária ou progressista. Tergiversando nesta questão, o autor abre brecha para a introdução, de contrabando, da concepção idealista das ideias que são colocadas acima da história.

O autor, mais adiante, corretamente assinala que o desenvolvimento do pensamento filosófico, em última análise, é determinado pelas condições materiais de vida da sociedade e que o desenvolvimento do pensamento filosófico tem somente uma relativa independência. Mas, ao mesmo tempo, repetidamente, viola essa tese fundamental do materialismo científico, e frequentemente se esquece, na sua exposição dos diferentes sistemas filosóficos, da tese das condições históricas e concretas e das raízes sociais de classe desta ou daquela filosofia.

Tal é o caso, por exemplo, da exposição sobre os pontos de vista de Sócrates, Demócrito, Spinoza, Leibnitz, Feuerbach e outros, que, certamente, não é científica, e dá motivo à suposição de que o autor, confundindo-se, passou a adotar o ponto de vista da independência do desenvolvimento das ideias filosóficas, que pairam acima da história, o que constitui, aliás, a característica distintiva da filosofia idealista.

A ausência de ligação orgânica entre este ou aquele sistema filosófico e as condições concretas e históricas verifica-se constantemente, mesmo nos trechos em que o autor tenta analisar essas condições. Como resultado disso, temos uma ligação puramente mecânica, e não uma ligação orgânica e essencial. Partes e capítulos em que são interpretadas as concepções filosóficas de época, correspondentes a partes e capítulos dedicados à exposição das condições históricas, giram em torno de um mesmo ponto de vista, mas a própria exposição dos dados históricos, as ligações causais entre a base e a superestrutura, como cânone, é apresentada de forma científica, mas desordenadamente, e não oferece material para análise, antes representa uma má investigação.

Tais são, por exemplo, a introdução e o capítulo VI, sob o título “A França no Século XVIII”, que são um cúmulo de ininteligibilidade e de nenhuma forma esclarecem a fonte das ideias da filosofia francesa do século XVIII e início do século XIX. Como consequência disso, as ideias dos filósofos franceses perdem suas ligações com a época e começam a figurar como um certo fenômeno independente. Permitam-me recordar esta passagem do livro:

“Começou a França, nos séculos XVI-XVII, depois da Inglaterra, gradualmente, a entrar no caminho do desenvolvimento burguês. As fundamentais transformações na economia, na política e na ideologia levaram um século para se realizar. O país, embora ainda estivesse também completamente atrasado, já começava, porém, a libertar-se de seu consolidado feudalismo. Da mesma forma que muitos outros Estados europeus daquele tempo, a França também entrava no período da acumulação capitalista primitiva.

“Em todos os setores da vida social, rapidamente se formava a nova ordem social-burguesa, surgia nova ideologia, nova cultura. Por esse tempo, se inicia na França o rápido crescimento das cidades, como Paris e Lyon, Marselha e Havre; constrói-se poderosa frota marítima. Uma depois da outra, organizam-se as companhias comerciais, internacionais, que preparam expedições armadas, com o que conquistaram numerosas colônias. Rapidamente cresce o comércio. Nos anos de 1784-1788, o movimento do comércio externo atingiu 1.011,6 milhões de libras, excedendo mais do que quatro vezes o dos anos de 1716-1720. O desenvolvimento do comércio foi ajudado pelo pacto de Aachen (1748), e também pelo tratado de Paris (1763). Particularmente demonstrativo é o comércio de livros. Assim, por exemplo, no ano de 1774, o movimento do comércio de livros na França chegou a ser de 45 milhões de francos, enquanto na Inglaterra era de somente 12-13 milhões de francos. Nas mãos da França, encontrava-se cerca da metade do estoque de ouro que possuía a Europa. Entretanto, a França permaneceu ainda como país agrário. A imensa maioria de sua população se ocupava com a agricultura” (págs. 315-316)”.

Isto, certamente, não é uma análise, mas uma simples catalogação de alguns fatos, expostos, não em ligação de uns com outros, mas, simplesmente, uns ao lado de outros. Isto, por si mesmo, evidencia que estes dados sobre a “base” não continham, é verdade, e não podiam conter, quaisquer características da filosofia francesa, cujo desenvolvimento se realiza como que separado das condições históricas na França daquele tempo.

Tomemos, mais adiante, a título de exemplo, a descrição do aparecimento da filosofia idealista alemã, tal como é apresentada no livro de Alexándrov. Ele escreveu:

“No século XVIII e primeira metade do século XIX, a Alemanha era um país atrasado, com um regime político reacionário. Nela, dominavam as relações de servidão feudal e corporações de ofícios. No fim do século XVIII, a população das cidades não alcançava 25%, e os ofícios ocupavam somente 4% de toda a população. A corveia, as taxas, a servidão, os privilégios das corporações impediam o desenvolvimento das relações capitalistas, que começavam a surgir. Acrescente-se, ainda, que no país reinava uma excessiva divisão política”.

Encontra-se, na citação de Alexándrov, a percentagem da população citadina da Alemanha, que deve, segundo sua opinião, ilustrar o atraso desse país e o reacionarismo de seu governo e de seu regime político-social. No entanto, nesse tempo a população citadina da França se compunha de menos 10% do que a da Alemanha, embora a França não fosse um atrasado país feudal, como era a Alemanha, e sim o centro do movimento revolucionário burguês na Europa. Por consequência, a percentagem da população citadina, por si mesma, nada esclarece ainda; mais do que isso, ela própria deve ser esclarecida pelas condições históricas e concretas. Isto, do mesmo modo, é exemplo do insucesso do autor na utilização do material histórico para a elucidação do nascimento e desenvolvimento destas ou daquelas formas de ideologia.

Mais adiante, Alexándrov escreve:

“Os mais conhecidos ideólogos da burguesia alemã daquele tempo — Kant, depois Fichte e Hegel —, nos sistemas filosóficos idealistas que criaram, exprimiram de forma abstrata, condicionada pela limitação da realidade alemã, a ideologia da burguesia alemã daquela época”.

Comparemos esta exposição dos fatos, fria, indiferente e objetivista, por meio da qual não se podem compreender as causas do nascimento do idealismo germânico, com a análise marxista das condições daquele tempo na Alemanha, exposta num estilo vivo, combativo, que comove e convence o leitor. Eis, como Engels caracterizava essas condições na Alemanha:

“Esta era uma massa em estado de putrefação, e que se corrompia. Ninguém se sentia bem. Os ofícios, o comércio, a indústria e a agricultura estavam reduzidos ao mínimo. Os camponeses, os comerciantes e artesãos sofriam dupla opressão: governo sanguinário e más condições para o comércio. A nobreza e os príncipes achavam que seus lucros, apesar de todos eles arrancados de seus súditos, não deveriam diminuir em face de suas despesas crescentes. Tudo era ruim e no país dominava um descontentamento geral. Não havia instrução, meios de influência sobre a inteligência das massas, liberdade de imprensa, opinião pública, nem havia qualquer comércio importante com outros países; em toda parte, somente sujeira e egoísmo, por consequência todo o povo foi impregnado por um espírito mercantil baixo, servil e odioso; corrompia-se, vacilava, pronto para ruir; e não se poderiam esperar mudanças benéficas, porque o povo já não possuía a força com que poderia varrer os cadáveres putrefatos das instituições mortas”. (K. Marx-F. Engels, Obras Comp., T. V, págs. 6-7, em russo).

Comparem esta caracterização de Engels, clara, penetrante, exata, profundamente científica, com a caracterização que fornece Alexándrov, e vereis como o camarada Alexándrov se utiliza mal do material de inesgotável riqueza que nos foi deixado pelos fundadores do marxismo.

Desse modo, o autor não resolveu o problema da utilização do método materialista para a exposição da história da filosofia, e isto tira do livro o seu caráter científico e transforma-o, em considerável medida, numa descrição biográfica dos filósofos e de seus sistemas filosóficos, considerados fora das condições históricas. O que é resultado de ter o autor infringido o princípio do materialismo histórico, que ensina:

“É preciso investigar em detalhe as condições de existência das diferentes formações sociais, antes de tentar extrair delas as correspondentes concepções políticas, de direito privado, estéticas, filosóficas, religiosas, etc.” (Carta de F. Engels a Schmidt, 5 de agosto de 1890, Karl Marx e F. Engels, Cartas Escolhidas, 1947, pág. 421).

Também obscura e insuficientemente, o autor formula os objetivos do estudo da história da filosofia. Em parte alguma do livro, o autor sublinha que um dos problemas fundamentais da filosofia e de sua história é o ulterior desenvolvimento da filosofia como ciência, o descobrimento de novas leis de desenvolvimento, a verificação de suas teses na prática, a substituição das teses, que se tornam caducas, por novas. O autor toma como ponto de partida, principalmente, a significação pedagógica-educativa da história da filosofia; baseia-se nos problemas instrutivo-culturais, para dar, dessa forma, a todo o estudo da história da filosofia um caráter passivamente contemplativo, acadêmico. Isto, certamente, não corresponde à definição marxista-leninista da ciência filosófica, que, tal como qualquer outra ciência, deve ininterruptamente desenvolver-se, aperfeiçoar-se e enriquecer-se com novas teses, rejeitando as caducas.

O autor, concentrando a sua atenção sobre o aspecto instrutivo do livro, com isso limita o desenvolvimento da ciência, como se o marxismo-leninismo já tivesse atingido o seu teto, donde o problema do desenvolvimento de nossa doutrina já não constitui a principal tarefa. Tal raciocínio contradiz o espírito do marxismo-leninismo, visto que ele começa por apresentar o marxismo metafisicamente, como doutrina acabada e completa, e isso só pode conduzir ao esgotamento dos vívidos e perquiridores pensamentos filosóficos. 

FILOSOFIA E CIÊNCIAS NATURAIS 

Assim, vai completamente mal o problema de esclarecer as questões do desenvolvimento das ciências naturais. Não se pode expor a história da filosofia, sem cometer uma injúria direta ao espírito científico, fora de suas ligações com as conquistas das ciências naturais. O livro do camarada Alexándrov não fornece possibilidade de esclarecer, por força disso, as condições de nascimento e desenvolvimento do materialismo científico, que cresceu sobre o fundamento granítico das conquistas contemporâneas das ciências naturais.

Expondo a história da filosofia, o camarada Alexándrov conseguiu desligá-la da história das ciências naturais. É característico que na introdução, onde expõe as bases da orientação do livro, o autor, nem com uma palavra, se refere à inter-relação da filosofia com as ciências naturais. Ele silencia sobre as ciências naturais, mesmo quando isso pareceria completamente impossível. Assim, na pág. 9, o autor escreveu “Lenin, em seus trabalhos, e particularmente em Materialismo e Empirocriticismo, elaborou de forma completa e impulsionou bem para a frente essa doutrina marxista sobre a sociedade”. O camarada Alexándrov conseguiu, falando sobre Materialismo e Empirocriticismo, passar por cima dos problemas das ciências naturais e de suas ligações com a filosofia.

Continua na próxima edição.


Primeira Página

 

Página 2

IBGE registra queda de 1,5% no PIB do primeiro semestre

Indústria apresenta “quadro bastante negativo”, diz CNI

Delfim: país não precisa de juro real maior do que 2,5% ou 3%

Iedi: BC deve rever decisão de interromper queda da Selic

Embargo dos EUA a Cuba ‘decepciona’ a América Latina, afirma Marco Aurélio Garcia

AET e Pro Teste defendem redução de 75% no valor da assinatura básica da telefonia fixa

Teles são campeãs de reclamações na capital gaúcha

Expediente

Página 3

ANP reconhece que deu informe errado sobre poço seco no pré-sal

Folha avisa empreiteiras que elas estão na mira da Polícia Federal

Lula: mostramos que é possível fazer plataformas no país

“Decisão de comprar os caças é da Presidência da República”

Serra e PSDB vêem “princípios éticos” em governadora denunciada pelo MP por chefiar organização criminosa

Relatório dos EUA sobre trabalho infantil não é confiável, diz Itamaraty

A Petrobrás e a Federação

Petrobrás anuncia descoberta de nova jazida na área do pré-sal

Página 4

Justiça dá 90 dias para Kassab reassumir hospitais privatizados

Hino à Negritude é aprovado por unanimidade na Câmara Federal

Prefeitura de São Paulo não usou verba aprovada para os piscinões desde 2004

Ministro do Supremo suspende processos de cassação no TSE

Delegado rebate invenção de que tráfico ordenou a manifestação em Heliópolis

Cartas

Página 5

Metalúrgicos da Renault e Volks mantêm greve por 10% de aumento

Trabalhadores do ABC aprovam proposta de aumento real de 2%

Bancários deflagram campanha nacional em defesa de mais salários

Votorantim obriga os funcionários a trabalharem de graça no feriado

Carrefour: espancamento de Januário não prova racismo

Rubinho Barrichello: “É um ano vencedor para mim”

Página 6

Limite à concentração de mídia vai a votação no Congresso Argentino

60% da produção de TV e rádio terá de ser nacional 

O monopólio de imprensa Grupo Clarin   

Suspensa exclusividade de TV a Cabo na transmissão de futebol   

Chefe da Casa Civil da Argentina: “vamos investigar a autoria da pantomima da invasão ao jornal por agentes da Receita”    

Hugo Chávez encontra rei Juan Carlos em Madri  

Partido do Trabalho da Bélgica debate “Crise e Luta de Classes na África”  

Presidentes da Comunidade da África Austral exigem o fim das sanções contra o Zimbábue  

Página 7

Obama defende regulamentação para conter ganância dos bancos

Pobreza atingiu este ano 13,2% da população norte-americana

Indústria da China cresce 12,3% em um ano e vendas internas aumentam 15,4% no período

Crise econômica e submissão a cartéis da UE deterioram as condições de vida na Hungria

Almeida vive hoje mais do que nunca

Cuba rende homenagem ao comandante Almeida

Ex-presidente de Taiwan é condenado à prisão perpétua

Página 8

Uma revolução na filosofia (3) 

Leia

Telefónica deixa SP sem comunicação no meio do temporal

Lula convoca Brasil a deixar maus tempos da lei 9478 para trás

Mídia golpista tira a máscara e advoga o pré-sal para as múltis
Projeto para o pré-sal abre perspectiva para o retorno da lei 2004
Anatel libera Speedy sem que Telefónica conserte os defeitos
Trapaça para isentar teles de pagar multa abre crise na Anatel
Conselho remete as ações contra Sarney para o arquivo morto
Teles, Anatel e STJ se acertam para assaltar usuário com tarifa de DDD em ligação local
Anatel protela decisão sobre superintendente que as teles guiavam

Conselheiro denuncia lobby na Anatel para aliviar multa de teles

Sarney diz à oposição que está pronto para a paz ou para a guerra
Nova base dos EUA na Colômbia tem raio de ação para alcançar a metade do continente
Mídia inventa risco para facilitar múltis mamarem o pré-sal
Operários jogam pela janela privatizador de siderúrgica na China
Justiça bloqueia 27 fazendas de réu que Gilmar mandou soltar

Gato comeu 2 bi que AES e Duke estavam obrigadas a investir em energia até 2008

Montadora pré-falida arma com Yeda para tomar 1 bi do BNDES
Sarney anula os 663 atos secretos e exige devolução do que foi pago indevidamente
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

Tropelias do BC e BNDES arruinaram PIB de 2009

OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar