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Tímido plano de saúde de
Obama leva opositores ‘às
armas’ para calar debate
A ainda tímida convocação do presidente Barack Obama para
estabelecer algum tipo de assistência pública de Saúde para todos os
norte-americanos tem provocado uma onda de histeria entre os republicanos, que
entre outras sandices passaram a divulgar que seriam criados “comitês de
eutanásia” para escolher quais os idosos que deveriam continuar vivendo ou não.
Registre-se que os republicanos é que viviam propondo que os idosos assinassem
documentos abrindo mão de tratamento...
Assembléias para discussão da reforma da saúde – 50
milhões de norte-americanos não têm qualquer assistência médica e os EUA são o
país industrializado que mais gasta com saúde e tem o pior atendimento – foram
interrompidas por débeis mentais armados e que aos gritos queriam impedir que os
defensores do plano de saúde público se manifestassem. A vice de John McCain,
Sarah Palin, também se apresentou para prestar serviço ao cartel do seguro-saúde
e farmacêutico, dizendo que o filho dela, que é deficiente, também teria ir ao
inexis-tente “comitê”, para que fosse decidida sua sorte.
Como o atual sistema, em que instituições financeiras,
hospitais privados e fabricantes de medicamentos se juntam para escalpelar os
norte-americanos, é detestado pela imensa maioria, campeão de reclamações, e
deixa grande parte sem qualquer atenção, situação que se agrava com o atual
desemprego em massa, eles apelaram para levar os norte-americanos ao pânico, com
esse tipo de mentira.
Estudo de 2008 da Fundação Robert Wood Johnson revelou
que, em média, os preços dos remédios nos EUA são 70% mais caros que nos outros
países da OECD (países industrializados). Outro relatório, esse realizado pelo
Congresso dos EUA, em 2007, apontou que o país tinha um gasto com saúde per
capita de US$ 6.102, mais que o dobro da média de US$ 2650 para os demais países
da OECD (e com atendimento melhor e para todos). O gasto dos EUA com saúde é de
15,3% do PIB, comparado com 8,9% na média dos países da OECD. Já os executivos
do cartel do seguro-saúde recebem bônus de fazer inveja aos dos bancos.
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