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Oposição diz que vai fazer tudo pelas multinacionais no pré-sal
A oposição disse que vai “radicalizar” contra o
projeto que dá prioridade à Petrobrás no pré-sal. O PSDB anunciou que vai
defender a privatização realizada por Fernando Henrique Cardoso e tentar mostrar
que ela trouxe maravilhas para a população brasileira. Já o líder da bancada do
Dem no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que o governo “esticou a corda” ao
pedir rapidez na apreciação dos projeto do pré-sal e informou que vai reagir.
“As mudanças que fizemos na legislação, com a
quebra do monópolio [estatal do petróleo] e a instituição de parcerias entre a
Petrobrás e empresas privadas, permitiram quintuplicar a participação do setor
no Produto Interno Bruto (PIB) e transformou a Petrobrás na maior empresa não
financeira das Américas”, diz o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal
(SP), em matéria do Correio Braziliense. Ele revelou que convocou uma reunião,
para esta terça-feira, para que o partido tome uma posição conjunta.
São os tucanos se preparando para entrar numa
fria maior ainda. Achar que vão enganar a população e fazer ela esquecer que foi
o governo FHC que promoveu o maior desmonte na estatal é o fim da picada. O
governo Lula salvou a empresa que descobriu o pré-sal e tornou-se uma das
maiores empresas do mundo.
Tudo o que FHC fez foi enfraquecer a empresa,
principalmente com a lei 9.478, de 1997, que abriu o petróleo para as
multinacionais. O então genro de Fernando Henrique, David Zylberstajn, falou
entusiasmado para a platéia de executivos de multinacionais e lobistas que
compareceram à sua posse na Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 1998: “O
petróleo é vosso”.
A depredação da Petrobrás foi tanta com FHC que
em 20 de março de 2001 a maior plataforma petrolífera do mundo, a P-36 (que
custou US$ 350 milhões), afundou a uma profundidade de 1.200 metros, levando
junto 1.500 toneladas de petróleo, após ter sido atingida cinco dias antes por
duas explosões, matando 11 trabalhadores. O governo tucano procurou até mudar o
nome da empresa para Petrobrax, visando torná-la palatável para o estrangeiro.
Os acidentes tornaram-se regra nesse período.
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