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Bombardeio
da Otan massacra 150 civis no
norte do Afeganistão
Mais de 150 civis foram mortos em bombardeio pela Otan na aldeia de Haji
Aman, província de Kunduz, norte do Afeganistão, no dia 4.
A Otan bombardeou dois caminhões-tanque que os guerrilheiros da resistência
haviam tomado e levado para a aldeia. Os combatentes convidaram os moradores
a se servirem de combustível gratuito.
Ao localizar os caminhões, o comando alemão, que integra as forças
invasoras, ordenou o ataque, atingindo moradores que portavam garrafas e
outros recipientes e recolhiam o combustível. Entre os mortos há 15
crianças, nformou o morador Sarak-i-Bala.
Uma mulher de 50 anos chorava ao lado dos escombros de sua casa, devastada
pelo bombardeio. Perdeu três filhos, o marido e um neto.
Foram mortos moradores da aldeia onde estavam os caminhões e de aldeias
vizinhas, de Yakubi e Maulvi Naim.
A resistência afegã lançou manifesto declarando: “devido à miséria a que a
ocupação os relega, os moradores de Haji Aman se juntaram para coletar
combustível dos tanques deixados pelos guerrilheiros. Consideramos isso um
crime intolerável e vemos os membros da Aliança de Cruzados, junto com os
vassalos de Cabul, como assassinos desprezíveis”.
“Este crime ocorre num momento em que o ministro da defesa da administração
fantoche tenta implicar os guerrilheiros em explosões que são planejadas
pela inteligência dos invasores para detratar os patriotas”.
“Lembramos os que perpetraram este crime que nunca serão capazes de
enfraquecer a determinação de um povo livre que decidiu continuar sua luta
por um país independente. Tais crimes bestiais só servem para desmascarar
seu caráter desumano”, finaliza o manifesto. |