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“Não reconhecemos eleições conduzidas pelos golpistas”
O
presidente Lula afirmou na quarta-feira (9) que o golpe de estado em Honduras “é
um retrocesso inaceitável”. “Devemos repudiá-lo incondicionalmente e exigir o
retorno do presidente Manuel Zelaya às suas funções constitucionais para as
quais o povo hondurenho o elegeu”, declarou o presidente da República no
discurso feito antes do almoço oferecido na recepção ao presidente de El
Salvador, Maurício Funes, no Palácio do Itamaraty.
“Os golpistas precisam entender que a vontade
popular é soberana em nosso continente. O Brasil tomou todas as medidas de
condenação ao golpe: retiramos nosso embaixador, interrompemos todos os projetos
de cooperação e suspendemos a isenção de vistos de entrada”, disse Lula. “Não
reconhecemos as eleições conduzidas pelas forças do atraso e do autoritarismo”,
continuou. O presidente brasileiro lembrou que os países do Mercosul e do
Sistema de Integração Centro-Americana (Sica) e a OEA estão com a mesma posição.
Lula disse ainda que “as medidas recentemente
adotadas pelo presidente (Barack) Obama contra os golpistas são muito
bem-vindas. Indicam que os Estados Unidos se uniram ao consenso regional e
mundial”.
O presidente Lula disse que é testemunha da
vontade pela reconciliação que permitiu o reencontro de El Salvador e de toda a
América Central com a estabilidade e o desenvolvimento. Maurício Funes agradeceu
a colaboração brasileira e declarou que El Salvador pode ser uma porta de
entrada dos produtos brasileiros para outros países da região.
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