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Câmara dos Deputados aprova reforma
eleitoral
A Câmara dos Deputados concluiu na noite da
quarta-feira a votação do projeto de reforma eleitoral. Os deputados
acataram quatro das 67 emendas aprovadas pelo Senado. As quatro emendas
liberam o uso geral da internet nas campanhas eleitorais, vedando o
anonimato durante a campanha e assegurando o direito de resposta.
Apenas o líder do PSDB, deputado José Anibal
(SP), queixou-se da rejeição da maioria das emendas do Senado, alegando que
o texto dos senadores - elaborado por Marco Maciel/Dem e Eduardo
Azeredo/PSDB - representava um avanço em relação ao texto dos deputados. Os
demais líderes concordaram em votar as emendas, avaliando que se a matéria
não fosse votada, nesta quarta-feira (16), dificilmente poderia ser
apreciada a tempo de valer para as eleições de 2010. O projeto tem que ser
sancionado até o início de outubro para ter validade já na próxima eleição.
A Câmara restituiu a obrigatoriedade do voto
impresso, que o Senado havia retirado, a partir das eleições de 2014,
segundo informa a Agência Brasil. Entre outras alterações, a lei aprovada
institui a exigência de documento com foto, juntamente com o título de
eleitor para votar nas eleições de 2010; a reserva de 5 % do fundo
partidário; e de 10 % do tempo de propaganda partidária para as mulheres. A
lei ainda proíbe a comercialização de espaços, como muros, para a propaganda
eleitoral, permite o uso da figura do pré-candidato em debates; facilita a
realização dos debates entre os candidatos; autoriza o uso de bandeiras em
dia de eleição; permite a utilização de carros de som; e proíbe o uso
de outdoors nas campanhas, entre outras medidas. |