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Virgílio joga contra o patrimônio
A assessoria do senador Marco Maciel (Dem-PE)
confirmou que o funcionário que recebeu salário do Senado durante o período (2
anos) em que esteve preso era lotado no gabinete do senador.
Tudo começou quando o senador Arthur Virgílio
(PSDB-AM), ainda ressabiado por ter sido denunciado no Conselho de Ética por ter
mantido um servidor seu às custas do Senado, mesmo estudando no exterior, voltou
a cobrar do presidnete do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a lista dos senadores
que mantêm ou mantiveram funcionários no exterior fazendo cursos. De passagem,
leu para o senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado, matéria de um
blog com a entrevista do deputado Rui Palmeira em que este revela ter estudado
durante o recesso parlamentar, cerca de 3 meses, quando era lotado no gabinete
do senador alagoano. Cobrou do líder do PMDB explicações.
O líder do PMDB pediu a palavra, disse que não
cabia a ele como senador acompanhar a freqüência de nenhum funcionário, que
recomendou a Rui Palmeira que ele procurasse o seu chefe imediato e verificasse
se havia problema. Como subsídio ao que dissera - que não competia a um senador
a freqüência de funcionários - Renan lembrou que houve um caso de presidiário
que recebeu pelo gabinete de um senador enquanto estava preso. Pediu para não
revelar o nome do senador e não falou. Renan ainda disse para Virgílio que não
se preocupasse, ficasse tranquilo, que tinha sido absolvido pelo Conselho de
Ética, queria deixar essa história de lado e fazer o Senado voltar a funcionar
normalmente.
Mas o líder da bancada do PSDB – talvez afeito
aos dotes da Candinha - não ficou satisfeito e na quarta-feira voltou a
bater-boca e fustigar Renan Calheiros, exigindo que revelasse o senador.
Novamente Renan não falou, mas o tal blog revelou o nome de Marco Maciel e
obrigou o senador a se pronunciar, inclusive marcar uma entrevista para se
explicar. Com um aliado desses, hein Maciel?
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