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Metalúrgicos da GM em São Caetano do Sul param produção por reajuste maior
Os trabalhadores da GM de São Caetano do Sul
aprovaram, em assembleia na segunda-feira, que irão entrar em greve caso a
multinacional insista na proposta de 2% de aumento real.
O Sindicato rebateu a argumentação dos
representantes das montadoras, o Sinfavea, de que não há nada mais a
oferecer por conta da crise econômica. “Este argumento não interessa aos
trabalhadores, uma vez que estamos cansados de saber que as empresas
montadoras de veículos foram as que mais receberam e continuam recebendo
incentivos do governo federal para fazer frente à crise econômica. Esses
incentivos vieram por meio de redução de IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados) e de empréstimos com juros abaixo do que o mercado dispõe.
Tudo para fazer frente a uma situação que para as empresas já ficou para
trás. Porque, como sabemos que elas pouco foram afetadas pela crise”,
afirma o sindicato.
Em relação às mobilizações, Aparecido Inácio da
Silva, o Cidão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do
Sul, afirmou que “a negociação continua sendo importante, mas deve vir
sempre acompanhada de intensa mobilização a partir do chão da fábrica,
inclusive na perspectiva da greve, como resposta, caso as empresas insistam
nesse jogo de empurra-empurra para não conceder aumento real de salário que
é o que todos nós almejamos”.
De acordo com Cidão, “está mais do que na hora
de irmos à luta sem trégua para mudar em definitivo este lamentável quadro
no qual as relações entre capital e trabalho caminham para se tornar algo em
que apenas uma parte ganha enquanto a outra se sacrifica, sofre as sérias
conseqüências dos intensos ritmos de trabalho e, no final das contas, lhe
são oferecidas migalhas”. |