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ONU expulsa
representante dos impostores
O representante
dos golpistas de Honduras, Delmer Urbizo, foi expulso e retirado por
seguranças da sala onde se realizava a reunião do Conselho de Direitos
Humanos da ONU em Genebra, no dia 14.
A representante
do Brasil, embaixadora Maria Nazareth Farani de Azevedo, reuniu-se com os
embaixadores da Argentina, México e Cuba e os alertou de que a presença de
Urbizo, representando os usurpadores hondurenhos era ilegal pois o golpe
fora rejeitado pela OEA por unanimidade, no que foi prontamente apoiada.
A partir daí a
embaixadora do Brasil, pediu o descredenciamento de Urbizo diante da
condenação e declarou ao presidente do Conselho, o belga Alex Van Meewan,
que a reunião não poderia começar enquanto ele estivesse presente pois
Honduras só voltará a ter representação quando houver o retorno da
constitucionalidade.
“A orientação do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler Celso Amorim é de que
eles não podem participar”, esclareceu a embaixadora do Brasil, “há
resoluções e decisões em um número suficiente para impedir que um
representante de Micheletti seja aceito em uma reunião da ONU”.
A princípio o
belga tentou minimizar o repúdio, sugerindo que Urbizo pudesse ficar na sala
sem direito a voz, mas os representantes latino-americanos mantiveram a
posição de solicitar a retirada do impostor.
O presidente
solicitou então ao hondurenho que se retirasse e como ele manteve sua
indesejável presença, teve o microfone cortado e logo a seguir o presidente
solicitou que ele fosse retirado por seguranças.
Histérico,
Urbizo esbravejou: “estão tentando nos estrangular diplomaticamente”,
projetando o que ele e asseclas de fato tentam, em vão, fazer, de forma nada
diplomática, com o povo da América Central. |