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Resistência recebe vice Joe Biden com
morteiros na “Zona Verde”
O vice-presidente dos EUA Joe Biden fez uma visita ao Iraque na terça-feira dia
15, mas o surpreendido foi ele, que foi recepcionado pela Resistência com uma
salva de quatro morteiros em plena Zona Verde. No ataque, foram abatidos sete
colaboracionistas, sendo que os invasores não liberaram qualquer informação
sobre suas baixas (como se sabe, colaboracionista é mais azarado que o amo, e
costuma aparecer mais nas listas de presuntos do dia). A informação sobre
mortos/feridos é do “Ministério do Interior”; um prédio “a poucos metros da
embaixada” foi atingido.
Adepto do fracionamento do Iraque via “federa-lização” sectária, Biden chegou no
aeroporto de Bagdá às 16h20, e às 19 h já estava levando chumbo. A visita foi
para pressionar por urgência na entrega do petróleo iraquiano ao cartel dos EUA
e aprovação do “tratado” de legalização da ocupação. As “eleições” de Janeiro, e
a disputa dos diversos bandos colaboracionistas pelas migalhas que o invasor
deixar também estão em pauta.
O alarme “corra e se abrigue” começou a soar dentro da embaixada dos EUA
momentos depois de o general Raymond Odierno ter dito aos repórteres da comitiva
de Biden que a a segurança estava “no nível mais baixo” desde o início da
guerra. Helicópteros de guerra dos EUA decolaram, enquanto ambulâncias e
caminhões de bombeiros foram acionados. Pouco depois do ataque, um carro de
polícia colaboracionista trocou tiros na rua Palestina com uma patrulha
norte-americana, mas consta que ninguém ficou ferido no fogo amigo.
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