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Obama desperdiça chance de
acabar com bloqueio a Cuba
"Obama foi um presidente eleito sobre a base da mudança.
Onde está a mudança no bloqueio a Cuba? Não há mudança”, assinalou Bruno
Rodríguez, ministro de Relações Exteriores de Cuba, na quarta-feira, dia 16,
depois que, no início da semana, o presidente norte-americano renovou por um ano
o embargo comercial de quase meio século imposto a Cuba, estendendo por um ano
as determinações legais que sustentam as sanções.
“A chegada ao governo de um novo presidente dos Estados
Unidos não significou nenhuma mudança na aplicação do bloqueio”, afirmou o
chanceler cubano, cobrando avanços de Obama, que prometeu “relançar” as relações
com Cuba e tomou algumas medidas como a eliminação das restrições para que
norte-americanos viajem e enviem dinheiro a seus familiares na Ilha. No entanto,
avaliou Rodríguez, Obama “é um homem bem intencionado e inteligente e seu
governo tem posto em prática uma retórica menos agressiva contra Cuba.
“Obama tem a oportunidade histórica de usar suas
faculdades executivas para modificar a imposição do bloqueio”, afirmou
Rodríguez. O ministro cubano, contudo, reiterou que o sistema político do país
não está aberto a negociação e que “o bloqueio é unilateral e deve ser suspenso
unilateralmente”.
O ministro denunciou que as sanções custaram a Cuba pelo
menos 236 bilhões de dólares, em valores atuais, desde o início de sua aplicação
em 1962.
O chanceler anunciou que Cuba apresentará em 28 de outubro à Assembleia Geral da
Organização das Nações Unidas (ONU) uma resolução contra o embargo. Uma proposta
similar recebeu no ano passado um recorde de 185 votos a favor e três contra:
Estados Unidos, Israel e as ilhas Palau.
“A revolução cubana é sólida e imbatível, com bloqueio ou
sem bloqueio”, concluiu o ministro Bruno Rodríguez.
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