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BB transfere 20% do capital do banco para
estrangeiros
O Banco do Brasil anunciou a ampliação da
participação de estrangeiros no capital da instituição de 12,5% para 20%,
através de uma nova oferta de ações secundárias. O aumento do percentual foi
autorizado por decreto presidencial. Outro decreto autorizou a emissão de
papéis na Bolsa de Nova Iorque, as ADRs (American Depositary Receipts), uma
medida inédita para o banco.
Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores
do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), “há uma lógica e uma estratégia mais
agressiva por trás desse movimento que transfere capital público para o
privado a custo mais baixo, com objetivo de maximizar seus lucros em
prejuízo dos trabalhadores e da sociedade brasileira, que pagará a conta
duas vezes: uma pela abertura do capital outra por meio de tarifas e juros
abusivos”.
Segundo a entidade, “a ampliação do espaço para
os investidores estrangeiros vai no sentido inverso a de um banco público
que o Brasil precisa. Além de concentrar riquezas, as distribui para fora do
país, sugando a economia local e nacional para beneficiar especuladores
globais”. O Banco do Brasil é o único banco com ações listadas no Novo
Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
"Sempre fomos contrários à abertura do Banco do
Brasil ao capital privado, principalmente estrangeiro, porque não só
enfraquece o papel do BB como banco público como permite a remessa de
dividendos para o exterior conquistados com o esforço do povo brasileiro",
afirmou Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.
"A atual crise econômica mostrou a importância
de o Brasil ter instituições financeiras públicas fortes com capacidade de
intervir e corrigir as distorções do mercado. O BB deveria ampliar sua
atuação no exterior aproveitando a expansão do comércio brasileiro pelo
mundo, em vez de se abrir ao capital estrangeiro", afirmou a entidade.
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