|
Prefeito de Belém está sucateando empresa para privatizar saneamento, denuncia
Sindicato dos Urbanitários
Mais de 20 mil pessoas já tinham assinado, até a última sexta-feira (18), o
documento contra a privatização da empresa de água e esgoto que atende a capital
do Pará, Belém, proposta pelo prefeito Duciomar Costa. Só no domingo, dia 20, 2
mil assinaturas foram coletadas na Praça da República.
No mesmo domingo, um corte no abastecimento de água anunciado pela Companhia de
Saneamento do Pará (Cosanpa), afetou 300 mil famílias dos bairros da Campina,
Comércio e Cidade Velha.
“A manobra é sucatear a Cosanpa e depois propor a venda”, denunciou o presidente
do Sindicato dos Urbanitários, Ronaldo Romeiro. De acordo com o Sindicato, o
Ministério das Cidades, disponibilizou, com recursos do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) do governo federal, R$ 244.500.000,00 (duzentos e quarenta
e quatro milhões e 500 mil reais) obras de saneamento em Belém.
Duciomar recusou o recurso. Num ofício encaminhado ao Ministério, em junho deste
ano, a prefeitura manifestou seu “desinteresse em dar anuência à operação de
crédito destinada à execução de obras de saneamento no município de Belém”.
Depois encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei para viabilizar a
entrega, que deve ser discutido esta semana, pela previsão da mesa diretora.
“Estamos acompanhando de perto o desenrolar dos acontecimentos e os bastidores
políticos que envolvem a questão”, afirma o comunicado da Frente contra a
Privatização do Saneamento de Belém que convoca para um ato público. A
manifestação será realizada nesta quarta-feira (23), no Cais do Porto, e seguirá
em passeata até o Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura de Belém. |