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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Bolívia antes e depois de Evo
Até antes de o nativo Evo Morales assumir o
Governo, os ministros de Estado bolivianos tinham seus contracheques
pagos por multinacionais estadunidenses que operavam na Bolívia. Seus
salários mensais eram assim pagos, porquanto a receita do Governo era
nenhuma; porém, ao assumir a presidência, Morales revolucionou a
estrutura econômica de tal forma, que aí estão os números, prova
documental de que a nação andina precisava era mesmo de um homem forte.
No primeiro semestre deste ano, o PIB foi de 3,1%. Não faz muito tempo,
a elite dominante andina proibia os nativos camponeses de andar sobre as
calçadas de suas ruas, quando estes chegavam aos centros urbanos
bolivianos. Essa elite amava rastejar debaixo da mesa ianque para comer
migalhas. Quando o cidadão boliviano se habilitava a assumir um cargo no
Governo, esse candidato tinha sua ficha devidamente analisada por
agentes da CIA. Essa era a Bolívia de antes, mané... E que viva Evo
Morales.
Cerca Cerqueira – por correio
eletrônico
Isonomia judiciária
A investigação que a ONU realizou chegou em
conclusão clara. Os sionistas cometeram crimes contra humanidade. Sabem
que mais de 1.000 palestinos foram assassinados. Esses civis não foram
mortos por engano, foram assassinados. Os sionistas usaram fósforo
branco contra civis. Muitos militares confessaram esses crimes. A
pergunta que todos nós queremos saber: os responsáveis vão ser julgados
nos tribunais internacionais? Lembramos que os nazistas foram julgados.
Porque os sionistas não vão ser? Queremos justiça.
Hussein Hussein – por correio
eletrônico
Polícia x bandidos
Louvável a atitude do governador Requião em
proibir que viaturas da PM que “fuzilem” marginais supostamente armados,
pois assim eles acabam mexendo em cenas de crime e as únicas testemunhas
seriam os próprios militares em ação. Muitas vezes os programas
policiais de Curitiba mostram estas cenas, de PMs carregando de qualquer
jeito e jogando nas viaturas cidadãos que seriam segundo eles bandidos
que teriam, também supostamente, atirado nestes PMs. Em Curitiba, há
muitos fatos envolvendo policias que ficam sem respostas, como é o caso
recentemente de um jovem técnico de informática, proprietário de uma lan
house no bairro do Portão, região Sul de Curitiba, que denunciou PMs por
cobranças indevidas (chantagem). O mesmo, após denunciar, foi fuzilado
dentro de sua casa na calada da noite quando dormia junto com sua esposa
e filho. É preciso que a delegacia de homicídios de Curitiba e a
Secretaria de Estado de Segurança Pública, bem como a OAB e Ministério
Público, dêem respostas à sociedade, à família, que se faça Justiça e
policiais bandidos sejam banidos, julgados e condenados a justiça comum
deste estado, deste país!
João Machado – Curitiba (PR)
Campanha
Lamentável a ausência do prefeito de Curitiba,
sr. Beto Richa, na solenidade, inédita no Brasil, quando um
desembargador do TRT de nossa capital paranaense com deficiência visual
assume uma cadeira naquele egrégio tribunal do trabalho. No mesmo
horário em que acontecia esta solene audiência, com participação
inclusive do presidente da República, dia 17 último, às 19:30, lá estava
o sr. prefeito em uma emissora de TV dando entrevista ao vivo, falando
de sua pré-candidatura a governador. Desrespeito ao povo que o elegeu
para 4 anos completos de mandato na prefeitura de Curitiba. É uma falta
de respeito ao poder judiciário e falta também de patriotismo e amor às
instituições do judiciário. Um fato extraordinário ocorrendo em um
Tribunal de Trabalho com sede aqui em nossa capital do Estado, e a
autoridade municipal eleita pela população fazendo sua campanha
eleitoral em emissora de televisão. Lastimável!
Célio Borba – Curitiba (PR)
Pronasci
A Fundação Getúlio Vargas descobriu que, até
julho deste ano, 14 estados e 53 municípios receberam verbas do Pronasci
(Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), mas a maioria
deles deixou o dinheiro parado em contas bancárias. Alguma coisa está
muito errada nessa história. Enquanto isto, estes mesmos governantes que
não usam essas verbas liberadas que ajudariam na segurança do cidadão,
fazem discursos diários contra a violência, e, invariavelmente, alegam
que não possuem dinheiro suficiente para resolver eficazmente o problema
da Segurança Pública.
Wilson Gordon Parker - Nova
Friburgo (RJ) |