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Carteiros rejeitam propostas da ECT e decidem
continuar a paralisação
Categoria realizou assembleia em vários
estados.Trinta sindicatos em todo o país
decidiram pela manutenção da greve
A assembleia realizada pelos
carteiros na segunda-feira, na Praça da Sé, em
São Paulo, decidiu pela continuidade da greve,
pressionando a direção da Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos para que apresente nova
proposta. O Estado é o que concentra o maior
número de funcionários da ECT. O movimento é
nacional e foram realizadas assembléias em
vários estados. Somente cinco dos 35 sindicatos
no país aceitaram a proposta da empresa. Em todo
o Brasil, existem 116 mil funcionários dos
Correios.
A proposta formalizada pela
direção da ECT, e rejeitada pela categoria,
previa reajuste de 9% (4,5% da inflação do
último ano mais 4,5% da inflação prevista para
ago/09 – ago/10) agora, mais um valor igual para
todos de R$ 100,00 em janeiro/2010. Segundo o
Dieese, o reajuste de R$ 100 representa 14% de
aumento real para o menor salário, mas apenas 1%
para quem está no topo da tabela. O vale
refeição e o vale cesta também seriam
reajustados.
Conforme o Sindicato dos
Trabalhadores em Correios em São Paulo, Grande
São Paulo e Zona Postal de Sorocaba, a
assinatura de um acordo por dois anos com a ECT
gerou controvérsia na categoria, principalmente
pela perspectiva de não poder lutar por reajuste
num ano eleitoral (2010). Além de rejeitarem a
proposta, a assembleia autorizou o Comando de
Negociações da categoria a apresentar uma
contraproposta à empresa.
O vice-presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, deferiu,
parcialmente, o pedido de liminar da ECT e
determinou à Federação Nacional dos
Trabalhadores em Empresa de Correios e
Telégrafos e Similares (Fentect) que sejam
mantidos 30% dos funcionários em cada uma das
unidades, pois “os funcionários dos Correios
prestam serviço público essencial e de
relevância social”. |