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Após greve,
GM recua e metalúrgicos conquistam aumento salarial e abono
Os metalúrgicos
da General Motors em São José dos Campos, interior de São Paulo, e São
Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, aceitaram a proposta da
empresa na segunda-feira (21) e ganharam aumento salarial de 8,3% (3,7% de
aumento real), abono de R$ 1.950 e elevação do piso salarial de R$ 1.250,00
para R$ 1.305, 50.
O reajuste de
8,3% contempla salários de até R$ 7 mil. Acima desse valor, haverá um
reajuste fixo de R$ 581. A GM irá pagar 50% dos dias parados (a outra metade
se- rá compensada pelos trabalhadores) e reintegrar os diretores sindicais
Sebastião Francisco Ribeiro e Eliane dos Santos, funcionários da empresa em
São José e que foram demitidos por justa causa durante a greve na montadora.
“Os metalúrgicos
da GM deram um grande exemplo de luta e resistência nessa campanha salarial.
Fomos para cima da empresa e não tivemos medo de lutar por melhores
propostas. Essa postura foi fundamental para nossa conquista. Agora, vamos
intensificar a luta dos outros setores, que ainda não apresentaram proposta
favorável”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José
dos Campos, Vivaldo Moreira Araújo.
Em resposta às
propostas apresentadas pelo Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos
Automotores) e depois pela própria GM, que previam apenas a reposição da
inflação, os metalúrgicos de São José realizaram quatro paralisações desde o
último dia 10.
Os metalúrgicos
da GM em São Caetano do Sul - que emprega cerca de 10 mil funcionários – e
de São José dos Campos – com 8.500 funcionários - iniciaram greve na
sexta-feira (18), ao não aceitarem proposta de aumento de 6,53% em audiência
de conciliação realizada pelo TRT, entre a montadora e os sindicatos.
Para o
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido
Inácio da Silva, o Cidão, a paralisação obrigou a empresa a fazer uma nova
proposta salarial. “O fato da proposta anterior ficar abaixo do que todos
esperavam e havendo a recusa da empresa em apresentar algo mais o caminho
não poderia ser outro senão o da paralisação, que foi o que aconteceu. O que
prova que estávamos certos, já que o percentual do aumento real cresceu
consideravelmente, bem como o valor do abono,” analisou Cidão.
Durante a
segunda-feira (21), os trabalhadores na fábrica em São José e São Caetano
realizaram assembleias em mais de um turno e optaram pela volta ao trabalho.
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