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Bancários
realizam assembleias em todo o país por aumento real
O Comando
Nacional dos Bancários recusou proposta da Fenaban (Federação Nacional dos
Bancos) na última quinta-feira (17), de reajuste de 4,5% para salários,
tíquetes e cesta-alimentação que repõe somente a inflação do período. Os
banqueiros, cinicamente, alegam que "esse ano está muito difícil, não é um
bom momento para dar aumento real".
"Eles podem e
devem pagar. Já dissemos aos banqueiros que essa proposta está rejeitada, os
trabalhadores deixaram claro em todas as consultas pelo país que querem
aumento real e sem isso não dá para fechar a campanha", enfatizou o
presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Os dirigentes
sindicais solicitaram que seja marcada nova negociação até essa
quarta-feira, 23, para apresentação de novas propostas das instituições
financeiras. No mesmo dia, os sindicatos de todo país realizarão assembléias
para deflagrar greve por tempo indeterminado, a partir do dia 24, caso as
reivindicações da categoria não sejam atendidas.
Os bancários querem reajuste de 10% (inflação do período mais
aumento real); PLR de três salários mais R$ 3.850 para cada trabalhador;
valorização dos pisos e respeito aos empregos. "Pelo sexto ano seguido os
banqueiros estão forçando os trabalhadores a fazerem greve", afirmou
Marcolino. "É incrível que ano após ano eles desrespeitem as justas
reivindicações de seus funcionários, restando à categoria parar para
conquistar mais", completou. |