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Guarda Civil
Metropolitana de SP pode voltar a cruzar os braços
Guarda Civil
Metropolitana de São Paulo pode retomar à greve
O Sindicato dos
Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas) informou que
os seis mil profissionais da categoria podem retornar à greve já nesta semana,
caso a Prefeitura de São Paulo continue fechada ao diálogo.
No dia 1º de
setembro, após paralisação de oito dias, que envolveu 70% da GCM, o Sindguardas
se reuniu com o vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo,
Nelson Nazar, e decidiu voltar ao trabalho diante da promessa de negociação com
o poder municipal.
Conforme o acordo, a
categoria aguardaria resposta do prefeito Gilberto Kassab à pauta de
reivindicações até o dia 20 de setembro. Mas, em vez de negociar o que havia se
comprometido a atender - nova lei de remuneração dos guardas e aprimoramento do
Plano de Carreira, aumento do efetivo, contratação de trailer com sanitários e
sala de refeição, aquisição de novos uniformes, armamento moderno, entre outras
propostas -, Kassab resolveu perseguir. Entre outros abusos transferiu 150
guardas de seus locais de trabalho, como retaliação à sua participação no
movimento grevista.
Mobilizada contra o desrespeito e a
truculência, a GCM exige 17,40% de reposição salarial, equiparação do padrão
salarial inicial da categoria ao padrão de outros trabalhadores de nível médio
do município que cumprem 40 horas (os guardas recebem R$ 534 como salário base,
valor inferior aos R$ 645,61 pagos aos servidores de mesmo nível em São Paulo) e
reivindica a elevação do Regime Especial de Trabalho Policial (RTP) de 60% para
140%. Além das cláusulas econômicas, a guarda luta por extensão do Vale
Alimentação a todos os trabalhadores, a promoção de cursos de capacitação e
aperfeiçoamento e o fornecimento de equipamentos e armamento para suprir as
necessidades da corporação, entre outros 26 itens da pauta. |