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Presidente Manuel
Zelaya desafia
os golpistas e retorna a Honduras
Multidão se concentra
diante da embaixada do Brasil para ouvir primeiro depoimento do presidente
Manuel Zelaya após o seu retorno
O
presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, ingressou em Honduras e
chegou, no dia 21, à capital Tegucigalpa. A chancelaria do Brasil deu
autorização à embaixada brasileira em Honduras para que desse abrigo ao
presidente, garantindo assim sua segurança.
Os
golpistas liderados por Roberto Micheletti haviam dito que Zelaya seria
preso assim que pisasse o solo hondurenho. Porém, numa ação cuidadosa e bem
planificada ele conseguiu entrar no país e desviar dos postos militares e
policiais.
“Contamos
com o apoio de diversos setores que não podem ser mencionados para que não
sejam prejudicados. Foi uma longa viagem. Durou mais de 15 horas, em uma
estratégia complexa de transporte e comunicaçã. Atravessamos rios e
montanhas até chegarmos à capital”.
“Sou o
presidente legítimo e comandante em chefe das forças armadas escolhido pelo
povo e é por isso que estou aqui”, declarou Zelaya.
Destacou
que “ninguém tornará a tirá-lo do pais” e que sua posição é “pátria,
restituição [da constituci-onalidade] ou morte!”.
O ministro
das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou – de Nova York, onde se
encontra para a Assembléia Geral da ONU - que espera que o retorno de Zelaya
“abra uma nova etapa de discussões e que uma solução rápida, baseada no
direito constitucional, possa ser alcançada.
Amorim
rebateu acusações dos golpistas de que o Brasil tenha participado da chegada
de Zelaya à embaixada e destacou: “o Brasil não teve nenhuma interferência
limitando-se a conceder-lhe a permissão para entrar na embaixada brasileira
em Tegucigalpa, foi solicitada uma hora antes de sua chegada”.
“O
presidente disse que chegou a Honduras por meios próprios e pacíficos”,
indicou Amorim, acrescentando que não tem maiores detalhes sobre como o
presidente deposto retornou ao país.
Amorim
também informou de sua conversa com o secretário-geral da OEA buscando a
garantia de toda a segurança para Zelaya e para os funcionários da embaixada
brasileira em Tegucigalpa.
O governo
do país vizinho, Gautemala, pediu ao governo de Honduras que garanta a
integridade física do presidente Zelaya e respeite a inviolabilidade da
embaixada do Brasil. |