Senadores repudiam cerco à Embaixada brasileira
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP),
afirmou que Manuel Zelaya simboliza a
resistência a todo autoritarismo que possa
violar as instituições democráticas. “Nossa
obrigação é não só acolhê-lo. O Brasil deve
lutar para que não se repita mais o que
aconteceu em Honduras”, enfatizou.
Vários senadores ocuparam a tribuna, na
terça-feira (22), para repudiar o cerco feito
pelos golpistas hondurenhos à Embaixada do
Brasil em Tegucigalpa, onde Zelaya está desde
segunda-feira, quando retornou ao país e buscou
abrigo na missão brasileira.
Segundo o senador Antonio Carlos Valadares
(PSB/SE), a Embaixada brasileira em Tegucigalpa
agiu de acordo com as normas internacionais ao
conceder proteção ao presidente legítimo de
Honduras. “A embaixada cumpriu religiosamente
com o seu dever ao receber como asilado a figura
do presidente deposto Manoel Zelaya. E o Brasil
tem que se manter firme nessa posição, para não
se desmoralizar e nem desmoralizar a permanência
de acordos internacionais que são respeitados em
todo o mundo”, afirmou.
O senador Aloizio Mercadante (PT/SP) defendeu a
atitude do governo brasileiro, lembrando que
várias lideranças brasileiras receberam asilo de
outras embaixadas quando foram perseguidos pela
ditadura.
O senador Paulo Paim (PT/RS) também considerou
“inaceitável” o corte de água e luz da embaixada
brasileira, sugerindo a criação de uma comitiva
de senadores para ir a Tegucigalpa acompanhar o
desfecho do caso. Na reunião de terça-feira, a
Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional (CRE) do Senado aprovou moção de
repúdio contra o cerco à embaixada.