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Para Garcia, ato do Brasil incomoda simpatizantes dos golpistas
O assessor da Presidência da República para
Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou na quarta-feira, em Nova
Iorque, que “quem afirma que o Brasil está se intrometendo onde não deve deveria
ter, mas não tem, o mínimo conhecimento de normas elementares do direito
internacional. Me surpreende muito, inclusive que alguns ex-diplomatas façam
isso”. A crítica é dirigida a setores da mídia brasileira e da oposição que,
apesar do isolamento dos golpistas hondurenhos, insistem em respaldar seus
crimes.
“Os que se opõem ao que faz o Brasil deve sentir
simpatia pelos golpistas”, acrescentou Garcia, em entrevista ao site “Terra
Magazine”. “Estamos cumprindo uma obrigação humanitária e diplomática
internacional”, frisou Garcia, ao contestar que o Brasil esteja se intrometendo
nos assuntos internos de Honduras. Ele revelou também que, em reunião com o sul
coreano Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, Lula falou do desejo brasileiro em
convocar o Conselho de Segurança “para tomar conhecimento e iniciativas em
relação a Honduras”.
O assessor da Presidência foi incisivo com os
setores da oposição brasileira que vêem criticando a atuação brasileira em
Honduras. “Isto (o apoio a Zelaya) é perfeitamente aplicável pela Convenção de
Viena e no momento atual. Como a Embaixada brasileira está sofrendo ameaças, o
importante era que os brasileiros se unissem. Desqualificar a posição brasileira
é um afã oposicionista injustificável”, assinalou.
Alguns setores da mídia e da oposição têm
insistido em questionar a ação do Brasil, classificando-a como “intromissão nos
assuntos internos” de Honduras, mais preocupados em chancelar os golpistas
hondurenhos do que com a soberania brasileira ameaçada com agressão à nossa
Embaixada. Incentivam os golpistas dizendo que foi o Brasil que provocou a
tensão e não os usurpadores.
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