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Na ONU, o Chile,
Argentina e
Venezuela condenam o golpe
“O Estado de Direito, as liberdades civis e o respeito aos direitos humanos, a
democracia fazem parte do acervo político da comunidade internacional do século
21”, destacou a presidente do Chile, Michele Bachelet, destacando que a América
Latina “condenou energicamente o retrocesso democrático ocorrido em Honduras”.
A ministra das Relações Exteriores de Honduras, Patricia Rodas, chegou a 64ª
Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), representando o
presidente Manuel Zelaya. “Queremos proteção para ele, para o povo hondurenho,
segurança para a embaixada brasileira”, disse, na quarta-feira, dia 23.
Em conferência de imprensa em Nova Iorque, a chanceler hondurenha confirmou que
os golpistas ordenaram a suspensão do fornecimento do serviço elétrico à sede
brasileira em Tegucigalpa e impediram a entrada de alimentos, situação que foi
temporariamente contornada pela intervenção dos funcionários da ONU na capital
hondurenha.
Efetivos militares também lançaram gases lacrimogêneos para o interior do prédio
da embaixada “amparado pela imunidade diplomática”, informou.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, defendeu a volta de Zelaya à
presidência de Honduras e pediu à ONU e a OEA um papel ativo com esse objetivo.
Em declarações à imprensa de seu país, Kirchner advertiu que se não se consegue
esse propósito se estabelecerá um precedente insustentável e inaceitável.
“Os golpistas em Honduras são o mais troglodita que se tenha lembrança, mais não
poderão mudar o rumo da história. Os trogloditas não conseguirão apagar o
despertar da nova era que está amanhecendo na América Latina”, expressou o
presidente venezuelano Hugo Chávez na ONU.
O chefe de Estado boliviano, Evo Morales, que também assiste às reuniões da ONU,
exigiu a renúncia do golpista Micheletti e saudou a valentia de Manuel Zelaya
por retornar a Tegucigalpa. “É inaceitável que neste novo milênio existam
golpistas”, assinalou.
Ressaltando o isolamento do regime golpista encabeçado por Micheletti na
comunidade internacional, na lista de oradores da primeira jornada do debate
geral da Assembléia Geral da ONU, consta, com destaque, o nome de Manuel Zelaya,
confirmando seu status de chefe de Estado, mesmo sendo público que ele não
estaria presente no evento.
O ministro de Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, exigiu a restituição
plena, imediata e incondicional do presidente constitucional dessa nação, Manuel
Zelaya.
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