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Obama conclui que seu
país não pode resolver todos os problemas do mundo
Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o prezado presidente Barack
Obama disse que os demais países precisavam se acostumar com que “os EUA não
podem resolver todos os problemas do mundo”.
O mundo agradece o empenho, mas se os EUA não criassem os problemas, já
ajudava muito. E como. Afinal, só para ficar nos fatos mais recentes, não
foram os EUA e seus bancos que enfiaram o mundo na maior crise desde a
Depressão de 1930? E quem decidiu libertar o petróleo do Iraque, ocupa o
Afeganistão, mantém 800 bases militares no exterior, e inventou o tal do
“nation-building” com seus instrumentos típicos, golpes, revoluções de
veludo, invasões, narcotráfico e corrupção?
E qual é o país que aplica bloqueios e sanções contra metade do planeta?
Quem é que montou uma rede mundial de prisões secretas e de tortura? Que
está tentando libertar o petróleo do Mar Cáspio, criou um Comando do
Pentágono para a África e reativou a Quarta Frota? E qual é o país cujo
orçamento militar é maior do que o dos demais países todos somados? Qual é o
país que quer ter um sistema antimíssil global, para chantagear o resto da
humanidade?
E se for olhar mais para longe, aí a coisa pega. O passivo é grande, de
Pinochet a Suharto, passando por Mossadegh. Vietnã, Coréia, Hiroxima e
Nagazaki. Dr. Strangelove.
Aliás, desde que os chefes ianques inventaram, após consulta ao Altíssimo, a
tese do “Destino Manifesto”, também acolhida e ampliada por JP Morgan, pelos
Rockefellers, pelos Du Pont e pelos Mellons, entre outras almas bondosas, os
EUA, tirando uma ou outra vez, não parou de “resolver os problemas do
mundo”. Pelo menos de tentar, com os marines, CIA e USAF.
Mas talvez não fosse desse tipo de “resolução dos problemas do mundo” de que
Obama estava falando. Talvez ele estivesse se referindo a que os EUA não tem
mais condição de ser o “consumidor de última instância”, com todos os
exportadores desovando em Manhattan e na saída trocando os dólares por
títulos do Tesouro e da Fannie Mae. Com 25 milhões de desempregados...
A.P.
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