|
Cartel bélico norte-americano ocupa 68% do mercado mundial
Apesar da crise econômica os EUA assinaram contratos de venda
de armamentos equivalentes a 37,8 bilhões de dólares no ano passado.
Em 2007 o montante foi de 25,4 bilhões de dólares.
Um parlamentar norte-americano assumiu, jactante, que em 2008 os EUA foi o
maior comerciante de armas do mundo. O segundo lugar ficou com a Itália –
3,7 bilhões de dólares e em terceiro a Rússia com contratos assinados no
valor de 3,5 bilhões de dólares em 2008, bem menor que os 10,8
bilhões conseguidos em 2007.
Segundo um estudo do CRS – Congressional Research Service do Congresso dos
EUA publicado no início de setembro, as vendas de armas do país
representaram 68,4% ou 2/3 do mercado mundial, num momento em que
esse mercado recuou 7,6% e chegou a 55,2 bilhões de dólares, o
menor número registrado no volume das vendas mundiais desde 2005, noticiou o
New York Times citando os dados do CRS.
O estudo aponta ainda que essa grande presença norte-americana no mercado
mundial de armas deveu-se não só às suas ações no Oriente Médio e Ásia mas
também aos contratos de serviços e manutenção de equipamentos realizados no
mundo inteiro.
Os principais compradores de armas de Washington são os Emirados Árabes
Unidos, o Marrocos e Taiwan. Armas foram também vendidas para Iraque, Arábia
Saudita, Egito e Coreia do Sul, que paga, e muito, para manter os EUA
ocupando o país.
Os mercados dos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, representam
para os EUA 42,2 bilhões de dólares em contratos de venda de armas e
de serviços. Tem gente por aqui que acha pouco e quer que o Brasil continue
a depender das armas dos EUA e a encher as burras dos americanos de
dinheiro.
Já que não usamos os recursos do BNDES para produzirmos aqui o que
precisamos, já que esses recursos são entregues para as multis estrangeiras
e nacionais produzirem o que lhes interessa e não o que precisamos, menos
mal que o governo brasileiro diversifique suas compras.
A França ocupa o terceiro lugar em vendas de armas para os países em
desenvolvimento.
ROSANITA CAMPOS
|