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Estrangeiros entram na construção civil
e monopolizam setor
A entrada do capital estrangeiro no setor
imobiliário e de construção civil cresceu em ritmo acelerado, nos últimos
três anos, desde que as vinte maiores empresas nacionais do ramo abriram seu
capital na Bolsa de Valores. Segundo estudo do Núcleo de Real Estate da
Poli-USP, 75% das ações foram abocanhadas por grupos estrangeiros,
reforçando uma tendência monopolista por meio de fusões e aquisições.
Segundo o estudo, a desnacionalização teve um primeiro impulso em 2006 e
2007, a partir da abertura do capital das empresas na bolsa e o clima
favorável à ampliação e rentabilidade no setor. Posteriormente, a
desvalorização das ações provocada pela crise financeira norte-americana e o
lançamento do pacote habitacional atraíram a cobiça de fundos e empresas.
Duas das mais importantes empresas do setor, a Gafisa e a Agre, já estão nas
mãos do capital estrangeiro.
Investidores, como o americano Sam Zell e sua
empresa Equity International, entraram pesado na aquisição de empresas
nacionais. Segundo Gary Garrabrant, sócio de Sam Zell e atual presidente do
conselho de administração da Gafisa, a Equity já tem cinco empresas no
Brasil e está de olho em mais duas.
O espanhol Enrique Bañuelos, conhecido por agir
de forma predatória no setor imobiliário da Espanha, comprou parte das
construtoras Abyara e Klabin Segall. No mês passado, ele e seu fundo de
investimentos, o Vermonte, lideraram a formação da Agre (sigla de Amazon
Group Real Estate), terceira maior empresa imobiliária do país, resultado da
fusão da Agra, Abyara e Klabin Segall e na qual o Vermonte é o maior
acionista com 24% das ações.
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