|
Azeredo e Heráclito impedem moção em defesa da Embaixada brasileira
No momento em que o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP), ia colocar em votação no plenário o requerimento de voto
de censura e repúdio ao cerco dos golpistas hondurenhos contra a Embaixada
brasileira, o senador Heráclito Fortes (Dem-PI), membro da Comissão de
Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), pediu a retirada da pauta de
votações do requerimento aprovado na comissão na terça-feira (22).
Ele alegou que a comissão reexaminaria o
requerimento aprovado porque teve informações posteriores de que a Embaixada
estaria abrigando cerca de 110 pessoas aliadas do presidente Manuel Zelaya e
que “o Brasil não tem tradição de envolver-se nas questões internas dos
países”. A “questão interna” que Heráclito quer ignorar é simplesmente a
ameaça de invasão truculenta à representação diplomática brasileira.
Já o presidente da CRE, Eduardo Azeredo
(PSDB-MG), apoiou Heráclito dizendo que “uma coisa é repudiarmos a agressão
à embaixada. A outra é a permanência de um número excessivo de pessoas”. Com
certeza, se essas pessoas dependessem do senador tucano para escaparem dos
golpistas hondurenhos estariam em maus lençóis agora. Na época de Hitler, o
senador seria condecorado pelos nazistas por entregar “excesso” de pessoas
para as câmaras de gás.
|