Garcia cobra mais pressão sobre a trupe de
Micheletti
O assessor especial da Presidência da República,
Marco Aurélio Garcia, disse na última
sexta-feira que o grupo de Roberto Micheletti,
instalado em Honduras com o golpe de junho, é um
“governo de mentirosos”. Em Pittsburgh (EUA),
onde acompanhou a cúpula do G20, ele argumentou
que “mentiram para o povo ao dizer que tinham
destituído legalmente o presidente. É um governo
de golpistas”, afirmou García. “Espero que a
pressão avance um pouco mais, ou na direção de
que os golpistas aceitem uma nova conversa com a
Organização dos Estados Americanos (OEA), ou que
a comunidade internacional aumente a pressão”,
disse.
O assessor de Lula foi incisivo ao condenar uma
possível invasão da embaixada brasileira pelo
governo golpista. “Se houvesse um ato desse,
seria uma situação gravíssima, teríamos que
entrar no Conselho de Segurança da ONU”,
argumentou. Segundo Marco Aurélio, isso não deve
ocorrer. “Mas não se pode subestimar a estupidez
humana”, agregou.
Em entrevista na segunda-feira à rádio CBN, para
Carlos Alberto Sardenberg, Garcia rebateu a
afirmação do radialista de que Zelaya tenha
voltado a Honduras em avião de Hugo Chávez. “Ele
voltou de carro”, contradisse Garcia. Sardenberg
insistiu argumentando que “houve um processo
judiciário para destituir Zelaya”. Garcia
contestou: “no Brasil de Jango também houve,
aliás, o cargo da presidência estava vago quando
os militares assumiram”.