|
História de luta de Virgílio recebe homenagem no Sindicato dos Químicos
O
Sindicato dos Químicos de São Paulo e Região, em parceria com o grupo Tortura
Nunca Mais e a Secretaria Especial de Direitos Humanos, realizou, nesta
quarta-feira, 28 de setembro, um ato em homenagem a Virgílio Gomes da Silva,
morto em 29 de setembro de 1969. Conhecido pelo codinome Jonas, Virgílio era
líder sindical na década de 60, organizando inúmeras greves, entre elas a de
1963, na Nitro Química, em São Miguel Paulista, na qual o Sindicato dos
Químicos, junto com outras entidades sindicais, lideram as lutas pela aprovação
do 13º salário.
Como membro da ALN (Ação Libertadora Nacional), comandou a captura do embaixador
norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969, para negociar com o governo
militar a troca por militantes presos.
“Virgílio é um exemplo de fidelidade às suas convicções. Por sua história de
coragem e de entrega à classe trabalhadora, o Sindicato dos Químicos presta
homenagem a esse bravo companheiro”, declara o Sindicato.
Para D. Ilda, viúva de Virgílio, “esta é uma grande homenagem, e também muito
importante”. D. Ilda conta que “Virgílio era uma pessoa enérgica, mas não como
no filme [O que é isso, companheiro?], era uma pessoa centrada, que sabia o que
estava fazendo. Ele era muito carinhoso, gostava muito dos filhos, passeava com
eles. Gostava muito der crianças, flores, passarinho, piquenique, uma pessoa
alegre. Era um operário normal, e não como no filme, uma pessoa louca,
alienada”.
Virgílio e D. Ilda tiveram quatro filhos, Vladimir, Virgílio, Gregório e Isabel.
Presente no ato, o filho Virgílio considerou ser de “extrema importância o
resgate da memória do meu pai, e colocá-la num lugar merecido, assim como todos
aqueles que optaram lutar”. |