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2º
Congresso da CTB reelege Wagner Gomes
A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil) realizou entre os dias 24 e 28, em São Paulo, o seu 2º Congresso
Nacional. Com a presença de 1.368 delegados, o congresso reelegeu o líder
metroviário Wagner Gomes para a presidência.
O encontro, que contou com a presença de
parlamentares, centrais sindicais e lideranças sindicais de todo o país,
aprovou como bandeiras da entidade a “consolidação e ampliação da unidade de
todas as centrais e organizações sindicais” para garantir o avanço no
projeto de desenvolvimento nacional. Para consolidar essa unidade, a
entidade defende a realização de uma nova Conclat - Conferência Nacional da
Classe Trabalhadora.
Wagner Gomes destacou que “o movimento sindical
pode contribuir para a construção de uma nova maioria política no país”. “A
base política e social em que esta nova maioria deve ser alicerçada
compreende o conjunto da classe trabalhadora, os partidos políticos
progressistas, as centrais sindicais e demais organizações que compõem os
movimentos sociais, a intelectualidade progressista e setores do
empresariado”, finalizou o presidente.
O 2º Congresso da CTB também aprovou a
mobilização “por um novo marco regulatório petrolífero no país subordinado e
integrado a um projeto nacional de desenvolvimento. Os lucros do pré-sal
devem ser apropriados pelo Estado e distribuídos em benefício do povo
brasileiro”, afirma a Declaração Política aprovada sábado.
A Central também repudiou os golpistas de
Honduras, manifestando sua “solidariedade ao povo hondurenho e defende a
imediata recondução de Manuel Zelaya à Presidência daquele país”.
Durante o congresso os delegados debateram
também a defesa do “direito irrestrito de greve; proibição das demissões em
massa; ratificação das convenções 158 e 151 da OIT; a luta por mudanças na
política econômica, pelo fim do superávit primário, redução dos juros e do
spread bancário, controle do câmbio e do fluxo de capitais, taxação das
remessas de lucros e dividendos; mais investimentos públicos e maior
intervenção do Estado na economia”. |