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Trabalhadores da Odebrecht e Camargo Correa conquistam aumento salarial de
15,56%
Em assembleias realizadas nos canteiros de
obras das Usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, sexta-feira, os
operários aprovaram a proposta de acordo negociada entre o Sindicato dos
Trabalhadores da Construção Civil (Sticcero), o Consórcio Santo Antônio
(Odebrecht) e a Construtora Camargo Corrêa.
A proposta contempla aumento de 7% que, somado
aos 8% antecipados em maio, data-base da categoria, representa reajuste de
15,56%, para uma inflação inferior a 6% no período. Fazem parte do acordo,
ainda, expressivo aumento nos pisos e a concessão de novos benefícios:
ajudantes, de R$ 500 para 650, (elevação de 30%); meio-oficial ou auxiliar,
de R$ 555 para R$ 700 (+26%); pedreiros, carpinteiros e outros, de 664 para
900 (+36%).
O acordo, que beneficia cerca de dez mil
operários de um dos maiores empreendimentos do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), foi precedido por três dias de greve nos dias 8, 9 e 10
de setembro, suspensa após audiência no TRT para retomada das negociações.
A categora também arrancou vários benefícios
novos como vale-alimentação de R$ 80,00 mensais; Participação nos Lucros e
Resultados (PLR) de 25 horas mensais, igual a 300 horas anuais ou um salário
mais 36%, que será paga uma vez por ano, e plano de assistência médica.
Para o presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Waldemar
de Oliveira, a mobilização dos trabalhadores nas obras do rio Madeira
reforça a necessidade de contrapartidas sociais no PAC, sublinhou, “pois as
empresas estão recebendo recursos públicos que devem servir para, além de
melhorar a infraestrutura do país, fortalecer os salários, multiplicar os
empregos, garantir direitos e ampliar conquistas. É dinheiro nosso, que
precisa ser melhor distribuído”. |