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Trabalhadores
dos EUA exigem criação de empregos durante encontro do G20
A
Marcha Por Empregos que reuniu mais de 10 mil peesoas no centro de
Pittsburg, histórico centro de produção de aço dos EUA e que hoje possui um
elevado nível de desem-pregados, apresentou as reivindicações de
trabalhadores de todo os EUA aos repre-sentantes do governo norte-americano
e dos demais países reunidos no encontro do G20.
Caravanas de trabalhadores, ativistas das mais diversas organizações
populares, lideran-ças religiosas e estudantis se deslocaram de diversos
pontos do EUA – especialmente dos Estados de Nova York, Flórida e Califórnia
- em direção à cidade atendendo ao chamado de centenas de organizações –
reunidas no movimento Bailout The People, Not The Banks (Resgate Para o
Povo, Não Para os Bancos) – para participarem da Marcha realizada no dia 25,
após uma semana de protestos e debates.
Entre as principais organizações destacaram-se o Sindicato dos Trabalhadores
em Siderurgia e o dos eletricitários. Também participou do ato organização
IACenter, presidida pelo ex-ministro da Justiça dos EUA, Ramsey Clark.
“Os dirigentes dos países que se encontram em Pittsburgh estão em contato
constante com os argumentos dos banqueiros e dos executivos das corporações
e precisam ouvir a voz dos milhões de trabalhadores que perderam o emprego
com a maior crise desde os anos 30”, afirma a convocação dos organizadores
do evento.
“Não vemos recuperação para os que perderam empregos e para os pobres, as
coisas estão piorando”, alertam.
Larry Holmes, do movimento Bailout The People, Not the Banks (Resgate
Para o Povo, Não Para os Bancos), acrescentou: “precisamos de empregos e
precisamos que os governantes tomem atitudes sérias e drásticas. Não podemos
aceitar uma recuperação apenas para os lucros, para Wall Street — uma
recuperação sem empregos”.
O folheto de convocação do ato do dia 25, que conta com o apoio do Sindicato
dos Trabalhadores em Siderurgia e do Sindicato dos Eletricitários, destaca
as seguintes reivindicações:
- Programa de empregos para todos.
-Moratória nas demissões, despejos e execuções
-Nenhum corte nos serviços sociais
-Programa de Saúde já
-Financiamento para as necessidades do povo, não para a guerra nem para a
ganância. |