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Eleições na
Alemanha apresentam crescimento da
coalizão A Esquerda e recuo dos social-democratas
Nas eleições
alemãs de 27 de setembro uma nova coalizão surgida da fusão de elementos do
Partido do Socialismo Democrático (composto pela esquerda dos
social-democratas) com o grupo denominado Plataforma Comunista obteve um
crescimento expressivo nas eleições passando de 8,7% para 12,5% dos votos.
A previsão é de
que essa coalizão, denominada A Esquerda, obtenha 26 a 28 deputados a mais
do que nas eleições de 2005.
O crescimento se
deu em cima de algumas definições.
Na economia
propõe taxar as grandes fortunas e forte regulamentação das transações
financeiras. No terreno militar, querem a dissolução da Otan e o retorno das
tropas alemãs que apoiam a ocupação norte-americana.
Já os
social-democratas foram os que colheram a maior derrota podendo perder até
78 cadeiras, num recuo de 11,5%.
O CDU, partido
de Ângela Merkel, conseguiu perder pouco, provavelmente conseguindo
conservar parte do eleitorado mais conservador que teme mudanças em época de
crise.
Merkel vai ter
que pagar um preço político pela crise na Alemanha e pela manutenção das
tropas no Afeganistão: os social-democratas que davam alguma tonalidade de
preservação dos programas sociais e benefícios trabalhistas romperam com o
governo e ela optou por se aliar aos representantes mais direitistas e
defensores do neoliberalismo no país.
Ao atingir
programas sociais e retirar o Estado da economia com uma crise dessas
dimensões o novo governo tende a agravar os problemas econômicos e a
efrentar uma oposição mais forte no Congresso e nas ruas. |