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Presença de Zelaya em
Tegucigalpa
leva multidões às ruas contra o golpe
Dezenas
de milhares de pessoas exigiram, no sábado, dia 26, o retorno do presidente
Manuel Zelaya ao governo, em manifestação nas proximidades da embaixada do
Brasil, onde está hospedado o líder hondurenho. “Mel agüenta, o povo se
levanta”, “Obrigado, Brasil”, “Mel Zelaya, o povo não te falha”, cantava a
multidão.
Com bandeiras de Honduras e das organizações que compõem a Frente de
Resistência contra o Golpe de Estado, a população marchou desde a
Universidade Pedagógica até o centro da cidade.
O líder camponês, Rafael Alegria, declarou que “mais de 100 mil pessoas
ocuparam as ruas de Tegucigalpa hoje, ninguém vai ficar em casa enquanto o
país é destruído”.
“NINGUÉM EM CASA”
“A resistência se fortaleceu, hoje é todo um povo, não tem o menor espaço
para quem tem algum vínculo com a nação, por pequeno que seja, ficar do lado
dos golpistas”, disse o dirigente sindical Juan Barahona, à AFP,
acrescentando que “os usurpadores são cada vez mais obrigados a negociar”.
Na segunda-feira, apesar do cerco policial e da suspensão das garantias
constitucionais impostos pelo governo de Micheletti, mais de 5000 pessoas
partiram da frente da Universidade Autônoma Nacional, e marcharam até a sede
do Sindicato de Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (STIBYS).
Em comunicado, a Frente ratificou que manterá a luta nas ruas até a derrota
da ditadura e da oligarquia que controla a riqueza do país. |